Rolava de um lado pro outro pensando e pensando cheguei à conclusão de que não iria parar de pensar. E rolando e enrolando foi que consegui não dormir; a noite inteira.
Fiz planos, conclui pensamentos inconcluíveis. Meu travesseiro é meu melhor conselheiro. O melhor! O silêncio da madrugada pode ser ensurdecedor, verdade. Nesse meio tempo, lá pras 4 e meia levantei e passei meia hora na varanda. Estava fluindo tão bem essa minha insônia que a única coisa que me incomodava era o vento frio que congelava meus pés.
Voltei pra cama, caminhando de mansinho pra tentar não envergar o chão de madeira velha e acordar a minha vizinha de travesseiro. Bobo de mim, tentar fazer isso: ela acorda com qualquer suspiro! E aproveitou pra me plantar um susto que eu quase caí no chão.
Risadas dadas, retomei meu pensamento. E os projetos loucos que projetei guardei debaixo do travesseiro, e que nenhuma "fada do travesseiro" venha roubá-los. Já tive problema com "roubo de projetos" antes, e sei como é a dor. A dor de ver no outro o talento de enxergar talento e me tomar meus pequenos grandes projetos da madrugada.
Eu gostava de chamar esses sonhos de "inalcançáveis". Pra que quando eu os alcançasse pudesse dizer: "viu, eu consegui!". Mas essa noite mudei de idéia.
Sei que eu alcanço o que eu quiser. Os biscoitos "passatempo" que minha mãe escondia na prateleira de cima eu subia na pia e os alcançava, não vai ser hoje que vou parar de subir na pia, né?
Então peço pézinho pra quem é meu companheiro, pra deixar eu subir na pia, e se eu subir nessa pia, há! Ninguém me tira de lá não!
Certeza de sucesso? Minimidéia.
sábado, 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
2009/2010
Vamos lá...! Ainda é cedo eu sei...
É cedo, sim.
Mas cedo até quando? Até quando vou poder ter o prazer de adiar...? "Só mais 5 minutinhos...", "só mais 6 meses", "o que são 6 meses?"...
Às vezes seis meses só cicatrizarão em mais seis meses... Faço sentido? Bom, não importa.
Falar mais de saudade? Ah! Chega, né? Muito clichê.
Falar de verdade...
Verdade é que esse ano de 2010 vai ser o meu último tiro brasileiro, pelo menos esse é o plano! Agora é agora ou nunca! Eu tenho que resolver qual trilha vou seguir daqui pra frente.
2009 foi o ano da perambulação, da libertação. Vou chamar de "despedida de solteiro", talvez. Não digo solteiro do coração - pois do coração nunca fui -, solteiro da mente!
Fui solteiro da mente, descompromissada com o "amanhã" e muito ativa no "hoje". O Rolê de Todas as Vibes foi criado. Fui solteiro até a última gota da palavra, mas em 2010 vou namorar, pra enoivar. Resolver de uma vez por todas se dessa vida serei solteiro pra sempre ou pra nunca mais.
Em 2010 não vou perambular. Vou me agarrar no que há de verdadeiro nesse mundo e seguir em frente.
Mirar objetivos, e esse blog vai trocar de "descrição", pois agora o objetivo será ter objetivo!
Minimidéia vai sair do papel e vai virar som. Som mecânico, som orgânico. Do Vinil ao Mp4.
O meu país vai ser a minha casa de morar, e não mais só a minha nacionalidade.
Basta ouvir um "de onde você é?" e lágrimas correm por dentro.
É de lá que eu sou: terra da meia vermelha, da cachoeira do lado de casa.
Pega um avião, atravessa o oceano, depois que passar o BH Shopping, segue subindo o morro e só vira depois do posto Chefão. Ah, não se esqueça de abrir o vidro na estradinha e sentir o ar fresco que só corre por lá (essa aprendi com meu primo Playsito). Nem que precisar de 3 casacos pra aguentar o frio, ele abre o vidro toda vez na estradinha.
É, pra quem não queria falar de saudade acho que já falei um monte. 2010 vem aí, e eu já estou me preparando desde agora. Finalizando minhas perambulações desse ano e querendo entrar no mundo real, mas sem aquela de cotidiano "chato", o meu mundo real é de conquistas todos os dias.
Não perco por esperar!
É cedo, sim.
Mas cedo até quando? Até quando vou poder ter o prazer de adiar...? "Só mais 5 minutinhos...", "só mais 6 meses", "o que são 6 meses?"...
Às vezes seis meses só cicatrizarão em mais seis meses... Faço sentido? Bom, não importa.
Falar mais de saudade? Ah! Chega, né? Muito clichê.
Falar de verdade...
Verdade é que esse ano de 2010 vai ser o meu último tiro brasileiro, pelo menos esse é o plano! Agora é agora ou nunca! Eu tenho que resolver qual trilha vou seguir daqui pra frente.
2009 foi o ano da perambulação, da libertação. Vou chamar de "despedida de solteiro", talvez. Não digo solteiro do coração - pois do coração nunca fui -, solteiro da mente!
Fui solteiro da mente, descompromissada com o "amanhã" e muito ativa no "hoje". O Rolê de Todas as Vibes foi criado. Fui solteiro até a última gota da palavra, mas em 2010 vou namorar, pra enoivar. Resolver de uma vez por todas se dessa vida serei solteiro pra sempre ou pra nunca mais.
Em 2010 não vou perambular. Vou me agarrar no que há de verdadeiro nesse mundo e seguir em frente.
Mirar objetivos, e esse blog vai trocar de "descrição", pois agora o objetivo será ter objetivo!
Minimidéia vai sair do papel e vai virar som. Som mecânico, som orgânico. Do Vinil ao Mp4.
O meu país vai ser a minha casa de morar, e não mais só a minha nacionalidade.
Basta ouvir um "de onde você é?" e lágrimas correm por dentro.
É de lá que eu sou: terra da meia vermelha, da cachoeira do lado de casa.
Pega um avião, atravessa o oceano, depois que passar o BH Shopping, segue subindo o morro e só vira depois do posto Chefão. Ah, não se esqueça de abrir o vidro na estradinha e sentir o ar fresco que só corre por lá (essa aprendi com meu primo Playsito). Nem que precisar de 3 casacos pra aguentar o frio, ele abre o vidro toda vez na estradinha.
É, pra quem não queria falar de saudade acho que já falei um monte. 2010 vem aí, e eu já estou me preparando desde agora. Finalizando minhas perambulações desse ano e querendo entrar no mundo real, mas sem aquela de cotidiano "chato", o meu mundo real é de conquistas todos os dias.
Não perco por esperar!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Quero Decolar
Com a cabeça aqui
e a mente
há milhares de mares n'outro continente.
Coração parou,
vôou,
meu amor eu vou porque sou
Doido,
louco,
e só sonho em viver de voar...
Passar o mar, te ver depois voltar
pra qualquer lugar que eu possa chamar de lar.
E eu sei, eu sei que vão me esperar
voltar e entrar nessa espaçonave quero decolar...
Quero decolar...!
Talvez eu mereça sim
teus olhos amor
e o belo horizonte belo que eu tanto sinto saudade
mas verdade seja dita de voltar pra casa sempre dá vontade...
Mas passa a dor
e um outro amor
assume mais uma vez o vazio...
Quero decolar...!
e a mente
há milhares de mares n'outro continente.
Coração parou,
vôou,
meu amor eu vou porque sou
Doido,
louco,
e só sonho em viver de voar...
Passar o mar, te ver depois voltar
pra qualquer lugar que eu possa chamar de lar.
E eu sei, eu sei que vão me esperar
voltar e entrar nessa espaçonave quero decolar...
Quero decolar...!
Talvez eu mereça sim
teus olhos amor
e o belo horizonte belo que eu tanto sinto saudade
mas verdade seja dita de voltar pra casa sempre dá vontade...
Mas passa a dor
e um outro amor
assume mais uma vez o vazio...
Quero decolar...!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Vidas, Marés e Estações (por André Bauer)
A vida é um ciclo, um círculo, formado por centenas, milhares, milhões de movimentos aparentemente retos, ou para melhor dizer, convencionalmente retos, começo, meio e fim. Vestibulando, calouro, formando. Criança, adolescente, adulto. Introdução, desenvolvimento, conclusão. BH, Mateus Leme, Itaúna. 1, 2, e, Já. Oi! Tudo bom? Tchau! Eu, nós, você. Outono, Inverno, Primavera, Verão. Qual vem primeiro mesmo?
Essa história de determinar onde começam e terminam as coisas é uma das mais belas invenções da mente humana. Na verdade nada começa e nada termina, a vida segue sua rota, através de pequenas paradas, de insinuações de desvio de caminhos que na verdade nada mais são do que formas de se permitir que o grande ciclo se confirme e se reinicie, seja através de outras pessoas ou através da própria pessoa como muitos acreditam. A beleza de letras maiúsculas e pontos finais está na possibilidade de reflexão imposta pelo ponto final e no doce sabor proporcionado pelas maiúsculas. Não consigo acreditar que aqueles que desconhecem a necessidade de entender os finais consigam sentir quão bom é usar o “Shift” novamente. Peço que me desculpem a ignorância, mas a não compreensão do que determinou um final cega para o novo começo que acaba de chegar e a não percepção de começo impede que amanhã haja um novo final, simplesmente porque começos e finais são criações da nossa enorme, mas limitada inteligência. Precisamos desta parada, e por isso a criamos, para que as coisas que acontecem em nossa vida possam dar significado ao seu ponto final e para que, a partir deste, o ciclo se reinicie independentemente da forma como acreditamos que ele se reinicie, através do fornecimento de vida pela decomposição, pela reencarnação ou qualquer outro caminho que passe pela cabeça.
Estive cego por um momento, durante o começo deste novo ciclo, ainda estou esfregando meus olhos, como quem sai de dentro de uma piscina com os olhos fechados, mas só o reconhecimento do final me permitiu sentir o sabor do que está por vir e a grande sensação de que nada, nada mesmo, pode ser como antes pelo simples fato de o antes ter existido.
A nossa capacidade de reconhecer começos, finais e “recomeços” nos permite a sensação de dever cumprido em relação ao fim que acabou de acontecer e traz também toda a inquietude de se antecipar ao que está por vir. Calma, não se afobe não, prepare-se. Certeza será tudo muito bom e totalmente diferente do que você espera, então concentre-se em participar de tudo aquilo que lhe seja ofertado, considere tudo o que vier pela frente como oportunidade de criar um novo final que, finalmente, trará o doce sabor de um começo.
(Este texto começou pelo final e se desenvolveu até começar)
Essa história de determinar onde começam e terminam as coisas é uma das mais belas invenções da mente humana. Na verdade nada começa e nada termina, a vida segue sua rota, através de pequenas paradas, de insinuações de desvio de caminhos que na verdade nada mais são do que formas de se permitir que o grande ciclo se confirme e se reinicie, seja através de outras pessoas ou através da própria pessoa como muitos acreditam. A beleza de letras maiúsculas e pontos finais está na possibilidade de reflexão imposta pelo ponto final e no doce sabor proporcionado pelas maiúsculas. Não consigo acreditar que aqueles que desconhecem a necessidade de entender os finais consigam sentir quão bom é usar o “Shift” novamente. Peço que me desculpem a ignorância, mas a não compreensão do que determinou um final cega para o novo começo que acaba de chegar e a não percepção de começo impede que amanhã haja um novo final, simplesmente porque começos e finais são criações da nossa enorme, mas limitada inteligência. Precisamos desta parada, e por isso a criamos, para que as coisas que acontecem em nossa vida possam dar significado ao seu ponto final e para que, a partir deste, o ciclo se reinicie independentemente da forma como acreditamos que ele se reinicie, através do fornecimento de vida pela decomposição, pela reencarnação ou qualquer outro caminho que passe pela cabeça.
Estive cego por um momento, durante o começo deste novo ciclo, ainda estou esfregando meus olhos, como quem sai de dentro de uma piscina com os olhos fechados, mas só o reconhecimento do final me permitiu sentir o sabor do que está por vir e a grande sensação de que nada, nada mesmo, pode ser como antes pelo simples fato de o antes ter existido.
A nossa capacidade de reconhecer começos, finais e “recomeços” nos permite a sensação de dever cumprido em relação ao fim que acabou de acontecer e traz também toda a inquietude de se antecipar ao que está por vir. Calma, não se afobe não, prepare-se. Certeza será tudo muito bom e totalmente diferente do que você espera, então concentre-se em participar de tudo aquilo que lhe seja ofertado, considere tudo o que vier pela frente como oportunidade de criar um novo final que, finalmente, trará o doce sabor de um começo.
(Este texto começou pelo final e se desenvolveu até começar)
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Sem Feridas, Cicatrizes
Soam as trobetas!
O tom da despedida sinaliza a entrada de novos tempos; sempre.
Mais uma vez nomadeando vou pro próximo passo. A nobreza da causa não ofusca a própria estupidez. E estúpido é o amor, mais estúpida ainda é a vontade de perambular e nomadear geografando esse planeta Terra!
Geografando sim.
Escolhi alguns lugares que já ouvi falar e resolvi checá-los, ver se é isso que eu vou querer pros meus pirralhos.
Quanto à mim? Bom, fisicamente ainda estou em um pedaço só. Com o coração não vou dizer que está 100% mas eu sei lidar. Já a mente anda cada vez mais forte - ao menos na minha concepção.
Faculdade da vida. Do choque cultural. O choque frontal com o preconceito. E eu gosto dela. Me ensina muito na porrada mas o comitê de formatura - que eu prefiro chamar de Rolê de Todas as Vibes - faz cada festança boa.
Estou clocando out agora, porque malandro não pára, malandro dá um tempo, né? Mas tentando ser sério nessa pausa. Não sério chato, sério sorridente, tranquilo mas determinado.
Não quero criar feridas, nem aqui nem na China ou na Suíça. Quero portas abertas nessa vida, de entrada e de saída. Um hall que se pode esconder mas também fugir. É isso o que eu mais quero. Sem feridas, cicatrizes.
O tom da despedida sinaliza a entrada de novos tempos; sempre.
Mais uma vez nomadeando vou pro próximo passo. A nobreza da causa não ofusca a própria estupidez. E estúpido é o amor, mais estúpida ainda é a vontade de perambular e nomadear geografando esse planeta Terra!
Geografando sim.
Escolhi alguns lugares que já ouvi falar e resolvi checá-los, ver se é isso que eu vou querer pros meus pirralhos.
Quanto à mim? Bom, fisicamente ainda estou em um pedaço só. Com o coração não vou dizer que está 100% mas eu sei lidar. Já a mente anda cada vez mais forte - ao menos na minha concepção.
Faculdade da vida. Do choque cultural. O choque frontal com o preconceito. E eu gosto dela. Me ensina muito na porrada mas o comitê de formatura - que eu prefiro chamar de Rolê de Todas as Vibes - faz cada festança boa.
Estou clocando out agora, porque malandro não pára, malandro dá um tempo, né? Mas tentando ser sério nessa pausa. Não sério chato, sério sorridente, tranquilo mas determinado.
Não quero criar feridas, nem aqui nem na China ou na Suíça. Quero portas abertas nessa vida, de entrada e de saída. Um hall que se pode esconder mas também fugir. É isso o que eu mais quero. Sem feridas, cicatrizes.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Amo Muito Tudo Isso
Amo muito tudo isso.
Com a frase da campanha publicitária do maior carro chefe/representante da geração que vivo é que decidi começar esse texto.
Amo muito tudo isso e tudo aquilo. Amo muito tudo isso hoje, ontem e amanhã.
Me apaixono no mínimo uma vez por semana (quando não sete), brigo comigo mesmo pra pensar em futuro mas o presente é mais intenso.
Planos? Sei que devo mas não vou fazer - agora não. Planos são pros fracos! Eu faço parte de um grupo que faz planos por mim. É a política do pão e circo dando mais certo do que nunca: eu amo muito tudo isso!
Já falei e hei de repetir: sem sair de um raio de 300 milhas já conheci quase o mundo inteiro. São casas e casas me esperando como hóspede ilustre. Trazendo amor, paixão, alegria, discontração, enfim, tudo aquilo que tanto quiseram e não fizeram. O que querem e não fazem por vergonha - ou falta dela!
Ah, sucesso. Sucesso é conquista. Seja amor, ódio, material. Sexo, drogas, ou muito rock'n'roll. A certeza de um futuro melhor que o presente é cada dia mais incerta: é aí que se reconhece o auge, o ápice.
O ápice é o que precede a descendência: mas eu me recuso a pular nesse abismo, quero voar! Voar daqui pra Europa, pro paraíso, Oceania, pro paraíso. Ou até voltar pra casa. Casa? Que casa? Já não tenho mais tanta certeza do que é a minha casa, só quando pego o telefone ou internet e bate aquele aperto, aquela saudade. Mas saudade passa, arde, dói, mas passa.
E assim tudo continua. Sem planos, nada é certo além do auge contínuo. Do sucesso internacional que é a empresa à qual faço parte. O grupo é forte, representa.
Pra quem fica, dou um abraço hoje. Não de despedida, nem de chegada, só um abraço. Um abraço porque todo dia é dia de ser feliz. Não vou esperar o amanhã pra isso não!
Amo muito tudo isso!
Com a frase da campanha publicitária do maior carro chefe/representante da geração que vivo é que decidi começar esse texto.
Amo muito tudo isso e tudo aquilo. Amo muito tudo isso hoje, ontem e amanhã.
Me apaixono no mínimo uma vez por semana (quando não sete), brigo comigo mesmo pra pensar em futuro mas o presente é mais intenso.
Planos? Sei que devo mas não vou fazer - agora não. Planos são pros fracos! Eu faço parte de um grupo que faz planos por mim. É a política do pão e circo dando mais certo do que nunca: eu amo muito tudo isso!
Já falei e hei de repetir: sem sair de um raio de 300 milhas já conheci quase o mundo inteiro. São casas e casas me esperando como hóspede ilustre. Trazendo amor, paixão, alegria, discontração, enfim, tudo aquilo que tanto quiseram e não fizeram. O que querem e não fazem por vergonha - ou falta dela!
Ah, sucesso. Sucesso é conquista. Seja amor, ódio, material. Sexo, drogas, ou muito rock'n'roll. A certeza de um futuro melhor que o presente é cada dia mais incerta: é aí que se reconhece o auge, o ápice.
O ápice é o que precede a descendência: mas eu me recuso a pular nesse abismo, quero voar! Voar daqui pra Europa, pro paraíso, Oceania, pro paraíso. Ou até voltar pra casa. Casa? Que casa? Já não tenho mais tanta certeza do que é a minha casa, só quando pego o telefone ou internet e bate aquele aperto, aquela saudade. Mas saudade passa, arde, dói, mas passa.
E assim tudo continua. Sem planos, nada é certo além do auge contínuo. Do sucesso internacional que é a empresa à qual faço parte. O grupo é forte, representa.
Pra quem fica, dou um abraço hoje. Não de despedida, nem de chegada, só um abraço. Um abraço porque todo dia é dia de ser feliz. Não vou esperar o amanhã pra isso não!
Amo muito tudo isso!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Disponível Pra Adoção
É mais um que me abandona.
Me ataca a pele e o coração o pressentimento de despedida. Mais uma das tantas que vivenciei nesse ano de 2009. Me despedi de verdadeiros irmãos, foram 4 já. E agora se vai mais um, esse com um um porém maior: é a minha família.
Procuro uma família nova, pra me adotar.
Nesse ano de 2009 me despedi de sonhos que espero reencontrar antes mesmo do esperado. Já troquei gato por lebre e lebre por gato, mas a devolução é sempre custosa e trabalhosa - e quem disse que há algo gratuito nesse mundo?
Só pra reforçar mais uma vez: eu preciso desse tempo pra mim.
Rever minhas atitudes, conhecer o que há de mais interessante no meu conceito: o meu próprio conceito.
Descobrir se eu abro a cerveja pra bebê-la ou se a bebo por tê-la aberta. Se eu sempre fui tão preguiçoso por pura pirraça, ou se faço pirraça por ser preguiçoso.
Enfim, o meu objetivo de bordo é encontrar à mim mesmo, e estou tendo sucesso - ao menos por enquanto.
Aqui é uma mistura de muita farra com pancada na cara. De muita ressaca moral e física. Todo dia é dia, e a turma do "Rolê de todas as vibes" (salve Luquinha!) agradece! Só pra listar ao leitor, já saímos com todas as tribos por aqui: de patricinha americana à "white trash", de argentina à brasileira, da Inglaterra à Tailândia passando pela Holanda e - por quê não? - pelo Oriente Médio (e olha que nem estou exagerando!). E eu quero é mais: Rússia, Polônia e Ucrânia; Austrália e Nova Zelândia; ou Zimbabue, África do Sul. O "Rolê de Todas as Vibes" quer sempre mais, sem se esquecer do objetivo único: o calor interior.
É... Muita história pra contar.
Isso faz parte dos benefícios que tenho por essa procura incansável do que sou e do que quero.
E hoje eu quero mesmo é relaxar e me esquecer que mais um pedaço de mim volta pra casa em 3 dias.
Já sinto saudades!
Me ataca a pele e o coração o pressentimento de despedida. Mais uma das tantas que vivenciei nesse ano de 2009. Me despedi de verdadeiros irmãos, foram 4 já. E agora se vai mais um, esse com um um porém maior: é a minha família.
Procuro uma família nova, pra me adotar.
Nesse ano de 2009 me despedi de sonhos que espero reencontrar antes mesmo do esperado. Já troquei gato por lebre e lebre por gato, mas a devolução é sempre custosa e trabalhosa - e quem disse que há algo gratuito nesse mundo?
Só pra reforçar mais uma vez: eu preciso desse tempo pra mim.
Rever minhas atitudes, conhecer o que há de mais interessante no meu conceito: o meu próprio conceito.
Descobrir se eu abro a cerveja pra bebê-la ou se a bebo por tê-la aberta. Se eu sempre fui tão preguiçoso por pura pirraça, ou se faço pirraça por ser preguiçoso.
Enfim, o meu objetivo de bordo é encontrar à mim mesmo, e estou tendo sucesso - ao menos por enquanto.
Aqui é uma mistura de muita farra com pancada na cara. De muita ressaca moral e física. Todo dia é dia, e a turma do "Rolê de todas as vibes" (salve Luquinha!) agradece! Só pra listar ao leitor, já saímos com todas as tribos por aqui: de patricinha americana à "white trash", de argentina à brasileira, da Inglaterra à Tailândia passando pela Holanda e - por quê não? - pelo Oriente Médio (e olha que nem estou exagerando!). E eu quero é mais: Rússia, Polônia e Ucrânia; Austrália e Nova Zelândia; ou Zimbabue, África do Sul. O "Rolê de Todas as Vibes" quer sempre mais, sem se esquecer do objetivo único: o calor interior.
É... Muita história pra contar.
Isso faz parte dos benefícios que tenho por essa procura incansável do que sou e do que quero.
E hoje eu quero mesmo é relaxar e me esquecer que mais um pedaço de mim volta pra casa em 3 dias.
Já sinto saudades!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Dia do (X)ico
O verão vem aí, com as pedras que rolarão morro abaixo e me encaixo perfeitamente nesse contexto. Eu e meus comparsas da vez!
Ó pedra! Pedra que me guiará ao topo do mundo. Me guiará à minha redenção de tudo o que há de banal, superficial e principalmente o material nessa vida. É a luz que ilumina o caminho do que eu preciso trilhar pra me achar. O caminho que como João e Maria, eu deixei migalhas de pão na vinda, mas faminto que estive os comi e me perdi.
Me perdi, mamãe. Me perdi! Mas nem precisa me buscar. Estou bem aqui onde me encontrei e me encontro. Quero ficar aqui até eu ser capaz de me guiar pela luz do sol ou da bússola do amor - ou da dor.
Fica decidido, nesse momento simplório
que o meu passado - nem tão - notório
não é meu presente.
E presente pra mim,
compro a liberdade,
e vem junto a saudade
que me ataca e a idade
jamais me atacará.
E aqui celebremos,
com Brahma, Bud ou veneno
o dia do fico.
O dia do mico.
O dia do rico.
O dia em que eu disse a você que te amo e - mesmo assim - fez bico.
Eu não sou bom o bastante. É isso que dizem.
E bom que não sou
hoje o vento levou
e levou, e levou e levou.
Soprou, sobrou, e hoje aqui estou.
Estou e estarei.
E hoje eu sei que ainda não sei
e jamais saberei.
Só sei que nada sei
e por isso talvez
eu fique aqui até saber:
o mínimo, o máximo o tudo, o ápice.
O auge. O poder. O amor e você.
O amor: é você.
Eu e você(s).
Ó pedra! Pedra que me guiará ao topo do mundo. Me guiará à minha redenção de tudo o que há de banal, superficial e principalmente o material nessa vida. É a luz que ilumina o caminho do que eu preciso trilhar pra me achar. O caminho que como João e Maria, eu deixei migalhas de pão na vinda, mas faminto que estive os comi e me perdi.
Me perdi, mamãe. Me perdi! Mas nem precisa me buscar. Estou bem aqui onde me encontrei e me encontro. Quero ficar aqui até eu ser capaz de me guiar pela luz do sol ou da bússola do amor - ou da dor.
Fica decidido, nesse momento simplório
que o meu passado - nem tão - notório
não é meu presente.
E presente pra mim,
compro a liberdade,
e vem junto a saudade
que me ataca e a idade
jamais me atacará.
E aqui celebremos,
com Brahma, Bud ou veneno
o dia do fico.
O dia do mico.
O dia do rico.
O dia em que eu disse a você que te amo e - mesmo assim - fez bico.
Eu não sou bom o bastante. É isso que dizem.
E bom que não sou
hoje o vento levou
e levou, e levou e levou.
Soprou, sobrou, e hoje aqui estou.
Estou e estarei.
E hoje eu sei que ainda não sei
e jamais saberei.
Só sei que nada sei
e por isso talvez
eu fique aqui até saber:
o mínimo, o máximo o tudo, o ápice.
O auge. O poder. O amor e você.
O amor: é você.
Eu e você(s).
domingo, 15 de março de 2009
Vem Comigo
Vamos bater um papo sincero aqui: sonhos por sonhos, ir ou não ir embora?
É justo você ter de escolher entre a sua mãe e o seu amor? Entre o seu almoço e o seu jantar? Entre o mundo pra ti, ou tu mesmo pro mundo?
E o pior: quando faço a minha cabeça, a sua cabeça, ainda sei que não posso estar certo. Mais vale um pássaro na mão ou dois voando? Dois na mão ou um voando? Opa, espera aí! Dá cá essa espingarda que eu vou é jogar ambos os pássaros no chão, que assim quando eu quiser venho e os apanho.
Não é justo. E ninguém nunca disse que seria! Ah, mas quando eu reinar esse mundo vai existir justiça, muita justiça! Muito amor e pouco ódio. Mas isso deixa pra daqui uns séculos, que agora é hora de acabar com esse planeta mal cheiroso de hoje em dia.
Ei, você! Avisa lá no "Brasa" que eu ainda vou realizar meus sonhos. Com os pés no chão e nas nuvens ao mesmo tempo. Pés pra cima e cabeça de vento. Se precisar, eu planto bananeira, não há problema!
Meu coração briga em um cabo de guerra. E guerra é o termo exato pra se descrever o que os meus poucos neurônios estão fazendo entre si nesse momento. Vítima da minha "porra-louquice" e contradição permanente, fico a cada dia mais perto e mais distante de um futuro que um dia sonhei.
Hoje eu gosto de você, amanhã está longe demais pra eu planejar o meu amor.
Construir: é nisso que consiste a vida? Construir um império pra que quando eu for bem velhinho eu possa me orgulhar e ser reconhecido nas ruas! Um império com servos que trabalhem em prol do amor recíproco! Vassalos cantantes, amantes, pegando emprestado de Jorge Ben: deliciantes. O "Pimpass Paradise", o "Thugz Mansion" ou "Paradise City" where the grass is green and the girls are pretty.
É, acho que se eu realmente quisesse chegar à esse império, a primeira coisa que faria ia ser comprar um revólver, pra me matar e chegar lá de uma vez só. O paraíso é tanta utopia que quem o conhece já não está entre nós mais.
Eu conheci gente que construiu nessa vida. E sei como tudo é mais fácil pra quem tem mais do que precisa. Sei bem como é fácil e como foi difícil. Sei que por (muitas) vezes, foi preciso ultrapassar a linha da ética pra poder ser dono de um patrimônio maior.
A minha crença é na evolução do ser humano como espécie, e não como indivíduo. Sou um crente da utopia... Mas como diz um sábio amigo meu: utopia é aquilo que nos faz andar! E hoje ando, mesmo que me utilizando de muletas, hoje eu posso andar.
Vem comigo?
É justo você ter de escolher entre a sua mãe e o seu amor? Entre o seu almoço e o seu jantar? Entre o mundo pra ti, ou tu mesmo pro mundo?
E o pior: quando faço a minha cabeça, a sua cabeça, ainda sei que não posso estar certo. Mais vale um pássaro na mão ou dois voando? Dois na mão ou um voando? Opa, espera aí! Dá cá essa espingarda que eu vou é jogar ambos os pássaros no chão, que assim quando eu quiser venho e os apanho.
Não é justo. E ninguém nunca disse que seria! Ah, mas quando eu reinar esse mundo vai existir justiça, muita justiça! Muito amor e pouco ódio. Mas isso deixa pra daqui uns séculos, que agora é hora de acabar com esse planeta mal cheiroso de hoje em dia.
Ei, você! Avisa lá no "Brasa" que eu ainda vou realizar meus sonhos. Com os pés no chão e nas nuvens ao mesmo tempo. Pés pra cima e cabeça de vento. Se precisar, eu planto bananeira, não há problema!
Meu coração briga em um cabo de guerra. E guerra é o termo exato pra se descrever o que os meus poucos neurônios estão fazendo entre si nesse momento. Vítima da minha "porra-louquice" e contradição permanente, fico a cada dia mais perto e mais distante de um futuro que um dia sonhei.
Hoje eu gosto de você, amanhã está longe demais pra eu planejar o meu amor.
Construir: é nisso que consiste a vida? Construir um império pra que quando eu for bem velhinho eu possa me orgulhar e ser reconhecido nas ruas! Um império com servos que trabalhem em prol do amor recíproco! Vassalos cantantes, amantes, pegando emprestado de Jorge Ben: deliciantes. O "Pimpass Paradise", o "Thugz Mansion" ou "Paradise City" where the grass is green and the girls are pretty.
É, acho que se eu realmente quisesse chegar à esse império, a primeira coisa que faria ia ser comprar um revólver, pra me matar e chegar lá de uma vez só. O paraíso é tanta utopia que quem o conhece já não está entre nós mais.
Eu conheci gente que construiu nessa vida. E sei como tudo é mais fácil pra quem tem mais do que precisa. Sei bem como é fácil e como foi difícil. Sei que por (muitas) vezes, foi preciso ultrapassar a linha da ética pra poder ser dono de um patrimônio maior.
A minha crença é na evolução do ser humano como espécie, e não como indivíduo. Sou um crente da utopia... Mas como diz um sábio amigo meu: utopia é aquilo que nos faz andar! E hoje ando, mesmo que me utilizando de muletas, hoje eu posso andar.
Vem comigo?
quarta-feira, 11 de março de 2009
Pra Eternidade
Saudades. Nem é pela distância física não, longe disso.
Nesses 10 anos de amizade, já faz um (bom) tempo que não nos falamos como antigamente, eu sei.
Eu sei que já me procurou algumas vezes e eu não estive lá. E por essas vezes só posso pedir desculpas, pois sempre que te procurei tudo o que vi foram braços abertos e um ombro mais que amigo me esperando ansioso pra ouvir e reviver um pouquinho dos nossos "velhos tempos".
É bem verdade que os velhos tempos não voltam mais. É, eu sei que não há mais telefonemas intermináveis. Não há mais fofoca e conversa fiada invadindo a madrugada. Não há nada disso mais...
Mas o que posso dizer com certeza, é de que tudo pra mim seria diferente sem você.
Você pode se mudar, ir pro Hawaii ou pra Terra do Nunca.
Você pode mudar, cortar o cabelo, engordar 30 quilos.
Você pode até parar de me chamar de "Bernardinho" um dia, ou parar de sonhar com o meu futuro por mim mesmo.
Mas pode ter certeza, sempre: pra mim, sempre será a "minha melhor amiga".
Saudades dos bons tempos que não voltam mais!
Parabéns!
Nesses 10 anos de amizade, já faz um (bom) tempo que não nos falamos como antigamente, eu sei.
Eu sei que já me procurou algumas vezes e eu não estive lá. E por essas vezes só posso pedir desculpas, pois sempre que te procurei tudo o que vi foram braços abertos e um ombro mais que amigo me esperando ansioso pra ouvir e reviver um pouquinho dos nossos "velhos tempos".
É bem verdade que os velhos tempos não voltam mais. É, eu sei que não há mais telefonemas intermináveis. Não há mais fofoca e conversa fiada invadindo a madrugada. Não há nada disso mais...
Mas o que posso dizer com certeza, é de que tudo pra mim seria diferente sem você.
Você pode se mudar, ir pro Hawaii ou pra Terra do Nunca.
Você pode mudar, cortar o cabelo, engordar 30 quilos.
Você pode até parar de me chamar de "Bernardinho" um dia, ou parar de sonhar com o meu futuro por mim mesmo.
Mas pode ter certeza, sempre: pra mim, sempre será a "minha melhor amiga".
Saudades dos bons tempos que não voltam mais!
Parabéns!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Hoje Vou Dormir Com a Luz Acesa
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Amanhã, quando eu entrar em casa,
vai ser bem de fininho,
que é pra não te acordar.
E nem te assustar
com a cara barbada e enrugada de quem foi esquecido
na ilha, no mato,
com a menina no ato.
E de fato
não foi
nem um pouco sensato
espalhar o boato
que cheguei pra ficar.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Passageiro das nuvens,
do meu travesseiro
no colchão de ar.
Voando rasante
em meio às montanhas.
De carro, cantante
e as melhores façanhas
vou re-realizar.
Saudoso cheguei
pela porta dos fundos...
Olhos entreabertos
e o sorriso sem graça
de quem - não - cansa de errar.
Saudoso voltei,
nem sei se é pra ficar.
De olhos abertos,
olheiras bem fundas
de quem - ainda - não cansou de voar.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não levantar
no meio da noite e começar a chorar.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Amanhã, quando eu entrar em casa,
vai ser bem de fininho,
que é pra não te acordar.
E nem te assustar
com a cara barbada e enrugada de quem foi esquecido
na ilha, no mato,
com a menina no ato.
E de fato
não foi
nem um pouco sensato
espalhar o boato
que cheguei pra ficar.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Passageiro das nuvens,
do meu travesseiro
no colchão de ar.
Voando rasante
em meio às montanhas.
De carro, cantante
e as melhores façanhas
vou re-realizar.
Saudoso cheguei
pela porta dos fundos...
Olhos entreabertos
e o sorriso sem graça
de quem - não - cansa de errar.
Saudoso voltei,
nem sei se é pra ficar.
De olhos abertos,
olheiras bem fundas
de quem - ainda - não cansou de voar.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.
Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não levantar
no meio da noite e começar a chorar.
domingo, 8 de março de 2009
Aguardo Resposta
Deitar pra quê, se por mais que o corpo peça a mente não quer descansar?
Cansei. Diga que sim, diga que não, mas pára com essa indecisão!
Cansei de ser perdido, quero me encontrar.
Quero me refugiar, acampar por uns 15 dias lá na cachoeira da "Ostra", pra ver se quando eu voltar tudo começa a fazer sentido. Acho, sincero, que nada nunca fez muito sentido pra mim. Quantos anos da minha vida já desperdicei fugindo e fingindo - ou às vezes sem ao menos fingir - que estou fazendo algo construtivo, quando na verdade eu só estava tirando o tempo pra me decidir...? Ainda não me decidi. E mesmo quando me decido não dura nada. Quando dura eu não consigo concretizar. Quando concretizo, logo se acaba, e me acabo em lágrimas desgostosas de amor e tristeza, de saudade e de fraqueza: muita fraqueza.
Eu quero unir forças. Quero ter a determinação que corre no sangue de todos os meus familiares, mas não no meu. Muitas vezes fui eu mesmo, que por nojo - isso mesmo, nojo - me policiei pra não deixar a doença da preocupação excessiva me atacar. E agora fico aqui, rezando e pedindo pra tomar só um pouquinho desse frasco que eu sempre rotulei como veneno. E nem fui eu quem disse que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose; mas agora eu preciso é de overdose desse veneno malígno da decisão precipitada.
Queria me encontrar hoje. Ontem. Queria ter me encontrado naquele dia que criei a minha primeira "banda", aos nove anos de idade, o "Marshmallows Suicidas" - qualquer semelhança nominal com os "Mamonas Assassinas" é 100% explicado por Freud, ou pela tia Sofia. Queria ter sabido, naquele meu primeiro batuque, que hoje eu estaria aqui, perdido em qualquer lugar desse mundo tentando ver tudo aquilo que eu já havia visto há 12 anos atrás.
Onde está a minha felicidade, mundão de Deus? Onde é que eu encontro a eternidade? Onde?
Aguardo resposta. Não vire de costas.
Cansei. Diga que sim, diga que não, mas pára com essa indecisão!
Cansei de ser perdido, quero me encontrar.
Quero me refugiar, acampar por uns 15 dias lá na cachoeira da "Ostra", pra ver se quando eu voltar tudo começa a fazer sentido. Acho, sincero, que nada nunca fez muito sentido pra mim. Quantos anos da minha vida já desperdicei fugindo e fingindo - ou às vezes sem ao menos fingir - que estou fazendo algo construtivo, quando na verdade eu só estava tirando o tempo pra me decidir...? Ainda não me decidi. E mesmo quando me decido não dura nada. Quando dura eu não consigo concretizar. Quando concretizo, logo se acaba, e me acabo em lágrimas desgostosas de amor e tristeza, de saudade e de fraqueza: muita fraqueza.
Eu quero unir forças. Quero ter a determinação que corre no sangue de todos os meus familiares, mas não no meu. Muitas vezes fui eu mesmo, que por nojo - isso mesmo, nojo - me policiei pra não deixar a doença da preocupação excessiva me atacar. E agora fico aqui, rezando e pedindo pra tomar só um pouquinho desse frasco que eu sempre rotulei como veneno. E nem fui eu quem disse que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose; mas agora eu preciso é de overdose desse veneno malígno da decisão precipitada.
Queria me encontrar hoje. Ontem. Queria ter me encontrado naquele dia que criei a minha primeira "banda", aos nove anos de idade, o "Marshmallows Suicidas" - qualquer semelhança nominal com os "Mamonas Assassinas" é 100% explicado por Freud, ou pela tia Sofia. Queria ter sabido, naquele meu primeiro batuque, que hoje eu estaria aqui, perdido em qualquer lugar desse mundo tentando ver tudo aquilo que eu já havia visto há 12 anos atrás.
Onde está a minha felicidade, mundão de Deus? Onde é que eu encontro a eternidade? Onde?
Aguardo resposta. Não vire de costas.
sábado, 7 de março de 2009
InFelizmente
Com o coração dividido tento descobrir qual lado é maior. Aventureiro ou sonhador? O do mundo inteiro ou empreendedor? Em prendedor, eu? Não quero estar em prendedor nenhum! Ou será que eu quero estar no prendedor dos sonhadores? Me prender à vontade de crescer no que eu sempre invejei a quem pôde o fazer pra viver: arte.
Com a cabeça dividida, pensando "do que é que eu vou me orgulhar mais?" E sempre foi esse o meu termômetro de decisões: o orgulho. Eu gosto de gostar de mim, me faz bem. Não é que esse texto é - só - uma reflexão mega egocentrica não, é que agente tem que colocar na balança tudo o que pesa em uma decisão importante.
Tento tirar a saudade dessa balança, mas meu coração não deixa! Tento tirar o coração do que deve ser simplesmente racional, mas nem a minha razão deixa!
Me deixa te deixar! Deixar de vez.
Eu não queria criar raízes, mas acho que antes mesmo de eu pensar nisso, já estava enraizado. A cada dia que me conheço mais um pouco, percebo que não adianta eu gritar pros quatro ventos que eu sou livre, pois não sou. Sou prisioneiro do meu coração. Sou prisioneiro do meu próprio amor - inFelizmente.
E vá, isso nem é motivo de vergonha não, se é isso que entendeste. Só estou surpreso com o quanto eu sou preso e sempre fingi não ser. Talvez hoje eu tenha acordado de vez. Talvez amanhã me dê a louca de vez... Ou quem sabe em um mês? Talvez.
Tal vez...
Com a cabeça dividida, pensando "do que é que eu vou me orgulhar mais?" E sempre foi esse o meu termômetro de decisões: o orgulho. Eu gosto de gostar de mim, me faz bem. Não é que esse texto é - só - uma reflexão mega egocentrica não, é que agente tem que colocar na balança tudo o que pesa em uma decisão importante.
Tento tirar a saudade dessa balança, mas meu coração não deixa! Tento tirar o coração do que deve ser simplesmente racional, mas nem a minha razão deixa!
Me deixa te deixar! Deixar de vez.
Eu não queria criar raízes, mas acho que antes mesmo de eu pensar nisso, já estava enraizado. A cada dia que me conheço mais um pouco, percebo que não adianta eu gritar pros quatro ventos que eu sou livre, pois não sou. Sou prisioneiro do meu coração. Sou prisioneiro do meu próprio amor - inFelizmente.
E vá, isso nem é motivo de vergonha não, se é isso que entendeste. Só estou surpreso com o quanto eu sou preso e sempre fingi não ser. Talvez hoje eu tenha acordado de vez. Talvez amanhã me dê a louca de vez... Ou quem sabe em um mês? Talvez.
Tal vez...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Sobre Sonhos, Egoísmo e Ironia
Até o clima esfriou. O sol que dominava os céus da terra do Mickey Mouse resolveu dar lugar a um frio intenso - isso não é novidade pra quem vive aqui, é que como diz um amigo meu: se você não está gostando do clima da Flórida: apenas espere cinco minutos. Muda a todo momento.
E tão voláteis quanto o clima são os momentos aqui.
Tão voláteis e tão intensos.
E isso me traz uma carência inexplicável e inestimável.
Imensurável.
Sonho com um dia inteiro. Um dia que acabe. Um dia que comece sem que eu tenha que pular da cama. Sonho com os sonhos que não posso ter, pois não posso dormir. Sonho com noites bem dormidas. Sonho com o dia que eu não precisarei mais de sonhar. Eu sonho, sonho tanto.
O egoísmo do mundo se engole a cada dia. Todos os dias milhões de pessoas fazem algo estúpido e egoísta. Tudo o que eu queria pr'esse mundo era um pouco mais de compaixão. Mas isso é tópico pra um dia que eu estiver um pouco menos conformado com tudo. Hoje me conformo. Apesar de não concordar, me conformo. Apesar de eu despejar a minha decepção e revolta todos os dias, eu ainda me conformo. E não me conformaria se eu estivesse passando fome, ou doente sem ninguém pra cuidar de mim, esse é o retrato do egoísmo doentio do mundo.
Eu faço parte dele, e você também. Mas não se preocupe: conforme-se.
E ironia, meus amigos, é coisa com que se deve tomar cuidado. Cuidado!
E tão voláteis quanto o clima são os momentos aqui.
Tão voláteis e tão intensos.
E isso me traz uma carência inexplicável e inestimável.
Imensurável.
Sonho com um dia inteiro. Um dia que acabe. Um dia que comece sem que eu tenha que pular da cama. Sonho com os sonhos que não posso ter, pois não posso dormir. Sonho com noites bem dormidas. Sonho com o dia que eu não precisarei mais de sonhar. Eu sonho, sonho tanto.
O egoísmo do mundo se engole a cada dia. Todos os dias milhões de pessoas fazem algo estúpido e egoísta. Tudo o que eu queria pr'esse mundo era um pouco mais de compaixão. Mas isso é tópico pra um dia que eu estiver um pouco menos conformado com tudo. Hoje me conformo. Apesar de não concordar, me conformo. Apesar de eu despejar a minha decepção e revolta todos os dias, eu ainda me conformo. E não me conformaria se eu estivesse passando fome, ou doente sem ninguém pra cuidar de mim, esse é o retrato do egoísmo doentio do mundo.
Eu faço parte dele, e você também. Mas não se preocupe: conforme-se.
E ironia, meus amigos, é coisa com que se deve tomar cuidado. Cuidado!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Ainda Não é Hora
Alguns dias - e eu juro que são só "alguns" - eu sinto que preferia estar em casa. Ouvindo o vento soar tenebroso lá fora. Sentindo o friozinho tradicional do meu retiro espiritual, do meu Retiro das Pedras. "Show do intervalo" na FUMEC. Comer a "soca" do pernil feito pela Elisângela, que ficou na panela e é só esquentar no microondas. Chegar de carona com o Henriqueto's, batendo um papo sobre as dores do mundo e os nossos amores mais voláteis no caminho de casa. Um papo tão bom que quando chegamos à porta da minha casa ficamos mais uns 20 minutos na porta tentando terminar a conversa, que sempre acaba com um: "então tá, velho, amanhã dá idéia de manhã, mas sem enrolar tá?!".
É... Rotina é sempre bom quando não é o presente né?
Presente pra mim é isso aqui.
Não há limites pra uma mente carente. Não há limites pra quem assenta na frente. E nem há de haver.
Não há limites pra dor. Pro amor. Pra saudade.
Vivo longe sim. Longe da dor. Tão longe e tão perto da dor que é o amor. Eu sei, talvez qualquer dia me dê a louca e eu pegue o primeiro avião com destino à terra do samba. Mas eu sei, vai ter que ter "dado a louca" mesmo! Por que em estado normal, eu sei bem que ainda não é hora.
Ainda não é hora.
É... Rotina é sempre bom quando não é o presente né?
Presente pra mim é isso aqui.
Não há limites pra uma mente carente. Não há limites pra quem assenta na frente. E nem há de haver.
Não há limites pra dor. Pro amor. Pra saudade.
Vivo longe sim. Longe da dor. Tão longe e tão perto da dor que é o amor. Eu sei, talvez qualquer dia me dê a louca e eu pegue o primeiro avião com destino à terra do samba. Mas eu sei, vai ter que ter "dado a louca" mesmo! Por que em estado normal, eu sei bem que ainda não é hora.
Ainda não é hora.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Infecháveis
Pular e planar,
em casa chegar,
sair e voltar
sem ter que avisar.
E quero você, fazer isto também,
mas és tão pequena. E assim vai, me envenena.
Teimoso, medroso,
no mais? Preguiçoso.
Me abraça, me beija, me deixa entender.
Me beija. Me deixa? Me deixa entender.
É cultura ou prazer?
Se for algum jogo, não sei como fazer.
Minha vez de jogar? Me dê a roleta.
Ok, faz assim, mas não vale careta.
Ah, pequena,
pode ir, me envenena.
Ah, que pena,
não me tira de cena.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
em casa chegar,
sair e voltar
sem ter que avisar.
E quero você, fazer isto também,
mas és tão pequena. E assim vai, me envenena.
Teimoso, medroso,
no mais? Preguiçoso.
Me abraça, me beija, me deixa entender.
Me beija. Me deixa? Me deixa entender.
É cultura ou prazer?
Se for algum jogo, não sei como fazer.
Minha vez de jogar? Me dê a roleta.
Ok, faz assim, mas não vale careta.
Ah, pequena,
pode ir, me envenena.
Ah, que pena,
não me tira de cena.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
sábado, 31 de janeiro de 2009
De Segunda à Segunda
É verdade que algumas vezes os dias ruins são mais numerosos que os bons.
É verdade que pra cada sexta e sábado há uma segunda, uma terça, uma quarta e uma quinta cansativas e de troco um domingo melancólico.
Que por trás de cada noite de bebedeira e festa há muito trabalho para pagá-los, exercícios para compensar a saúde e uma ressaquinha pra não ficar barato.
Tudo isso é a mais pura verdade, infelizmente.
Infelizmente mesmo, pra quem não soube escolher o que fazer nas segundas, terças, quartas, quintas e domingos. Não soube escolher bem o "ganha pão", e achou que ganhando muito pão iria compensar toda a agonia de esperar pela sexta-feira fazendo algo que não dá prazer algum.
Infelizmente mesmo, pra quem sofre com a academia pois é obrigado a se exercitar ao menos 3 vezes por semana, e não tem a menor vontade de sair pra pedalar uma bike, ou jogar uma peladinha saudável às terças e quintas depois da ralação. Infelizmente...
Não adianta não. Achar que isso é temporário, que "luto hoje pelo dia de amanhã". Ser escravo dos meus sonhos sem nem saber se estarei vivo pra realizá-los? Jamais.
Sim, é preciso lutar pelo dia de amanhã, por viver o sonhado, mas mais do que isso, há de haver limite! E mais do que ter limite, é preciso curtir o incurtível. Se és obrigado a fazer algo: desobrigue-se. Descubra até que ponto vale a pena "ser" obrigado.
Realizar os pequenos sonhos todos os dias.
Eu realizo. É uma necessidade pra mim. Acabei de comprar uma "18 pack" de cerveja depois do trabalho. Gastei por um pequeno desejo, um terço da produtividade do meu dia de trabalho, e me sinto mais feliz do que nunca, só por ter certeza de que fiz a coisa certa! Certeza de que estou no caminho certo. Que por mais incerto que o amanhã seja, certo é que estou mais perto e mais esperto do que ontem.
Ah, como eu quero poder ser assim pra sempre...
"A vida não é conseguir sobreviver à uma tempestade, mas aprender a dançar na chuva!"
Clap, clap, clap. Palmas para o autor dessa frase, Robert Schimmel, o comediante mais genial que já vi. Rolei de rir e refletir.
É verdade que pra cada sexta e sábado há uma segunda, uma terça, uma quarta e uma quinta cansativas e de troco um domingo melancólico.
Que por trás de cada noite de bebedeira e festa há muito trabalho para pagá-los, exercícios para compensar a saúde e uma ressaquinha pra não ficar barato.
Tudo isso é a mais pura verdade, infelizmente.
Infelizmente mesmo, pra quem não soube escolher o que fazer nas segundas, terças, quartas, quintas e domingos. Não soube escolher bem o "ganha pão", e achou que ganhando muito pão iria compensar toda a agonia de esperar pela sexta-feira fazendo algo que não dá prazer algum.
Infelizmente mesmo, pra quem sofre com a academia pois é obrigado a se exercitar ao menos 3 vezes por semana, e não tem a menor vontade de sair pra pedalar uma bike, ou jogar uma peladinha saudável às terças e quintas depois da ralação. Infelizmente...
Não adianta não. Achar que isso é temporário, que "luto hoje pelo dia de amanhã". Ser escravo dos meus sonhos sem nem saber se estarei vivo pra realizá-los? Jamais.
Sim, é preciso lutar pelo dia de amanhã, por viver o sonhado, mas mais do que isso, há de haver limite! E mais do que ter limite, é preciso curtir o incurtível. Se és obrigado a fazer algo: desobrigue-se. Descubra até que ponto vale a pena "ser" obrigado.
Realizar os pequenos sonhos todos os dias.
Eu realizo. É uma necessidade pra mim. Acabei de comprar uma "18 pack" de cerveja depois do trabalho. Gastei por um pequeno desejo, um terço da produtividade do meu dia de trabalho, e me sinto mais feliz do que nunca, só por ter certeza de que fiz a coisa certa! Certeza de que estou no caminho certo. Que por mais incerto que o amanhã seja, certo é que estou mais perto e mais esperto do que ontem.
Ah, como eu quero poder ser assim pra sempre...
"A vida não é conseguir sobreviver à uma tempestade, mas aprender a dançar na chuva!"
Clap, clap, clap. Palmas para o autor dessa frase, Robert Schimmel, o comediante mais genial que já vi. Rolei de rir e refletir.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Conectados
Sei que você nem está aí, velho. Mas não vai acreditar no que acabou de acontecer. Eu ia começar a escrever um texto aqui, e ia começar bem assim: "sonhos por sonhos ir embora... são palavras de quem te adora..."
Esse é como um hino de uma amizade que ultrapassa a barreira do companheirismo. Ultrapassa a barreira da distância e da saudade. Quebra cada pequeno obstáculo que possa existir entre duas almas. Só pra avisar os desavisados, isso não tem nada a ver com "viadagem" - com o perdão do termo, mas procurei no dicionário e não encontrei um melhor -, isso é amor e da maior pureza mesmo. É uma amizade que eu já cansei de desfiar meu português por aqui tentando descrevê-la e agradecer aos céus, mas acho que nunca é o bastante.
Eles vão estudar. Eles vão reinventar o avião e conhecer mil galáxias novas. Vão criar o teletransporte - e por que não o teletransporte público também? -, mas não vão conseguir desenvolver esse sistema de comunicação que nós temos desenvolvidos de dentro pra fora.
Mal sabia o inventor do iPod que antes de ele inventar o iPhone nós já utilizávamos o simples mp3 player pra nos comunicar. Sorte a deles que nem todo mundo já vem equipado de fábrica, sorte a deles...
Sorte a nossa, meu irmão, de podermos contar com conexão tal. Sorte a nossa de podermos dizer "eu te amo" pra alguém com a certeza de que esse amor é incondicional, que pra esse amor não há ciúme, e que a cada "amante" que tivermos só a alegria será semeada. A cada "amante", mais história pra contar, e mais forte é essa conexão... E já é assim há algum tempo, né?
Sorte a nossa, meu irmão. Sorte a nossa...
Esse é como um hino de uma amizade que ultrapassa a barreira do companheirismo. Ultrapassa a barreira da distância e da saudade. Quebra cada pequeno obstáculo que possa existir entre duas almas. Só pra avisar os desavisados, isso não tem nada a ver com "viadagem" - com o perdão do termo, mas procurei no dicionário e não encontrei um melhor -, isso é amor e da maior pureza mesmo. É uma amizade que eu já cansei de desfiar meu português por aqui tentando descrevê-la e agradecer aos céus, mas acho que nunca é o bastante.
Eles vão estudar. Eles vão reinventar o avião e conhecer mil galáxias novas. Vão criar o teletransporte - e por que não o teletransporte público também? -, mas não vão conseguir desenvolver esse sistema de comunicação que nós temos desenvolvidos de dentro pra fora.
Mal sabia o inventor do iPod que antes de ele inventar o iPhone nós já utilizávamos o simples mp3 player pra nos comunicar. Sorte a deles que nem todo mundo já vem equipado de fábrica, sorte a deles...
Sorte a nossa, meu irmão, de podermos contar com conexão tal. Sorte a nossa de podermos dizer "eu te amo" pra alguém com a certeza de que esse amor é incondicional, que pra esse amor não há ciúme, e que a cada "amante" que tivermos só a alegria será semeada. A cada "amante", mais história pra contar, e mais forte é essa conexão... E já é assim há algum tempo, né?
Sorte a nossa, meu irmão. Sorte a nossa...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Dicionário de Bordo
Giram os pensamentos. Vou desfocando e refocando em novos objetivos a cada dia. Pra ter é preciso fazer, não é mesmo? Dinheiro não cai do céu nem nasce em horta e todo sonho tem seu preço pra ser realizado.
Tempo? Isso pra mim nunca foi problema, sou imortal e dois minutos ou dez anos jamais me afetarão. O tempo é infinito pra mim, e por isso sinto pena de vocês, pobres mortais. Envelhecer é coisa pra quem não tem mais nada pra fazer... Pra quem ainda tem o que fazer, nunca é tarde pra nada, e sempre é cedo o bastante pra começar.
Quanto falta pra eu atingir meu objetivo final? Infinito.
Imagina atingir o grande objetivo aos 20 anos de idade? Eu pularia da primeira janela que eu visse em seguida, e estou falando sério, seríssimo.
Aparências? Só servem pra te enganar. E é claro, pra você enganar os outros também! De resto, pra nada: nada mesmo. A vida é como um grande jogo de um tabuleiro e dois dados, e as aparências são como as suas mãos: você poderia lançar os dados com a boca ou os dedos do pé, mas seria bem mais difícil. E os verdadeiros vencedores são os que sabem que o jogo não se ganha na habilidade das mãos com os dados, mas na destreza das decisões no tabuleiro.
Saudade? É inevitável e completamente controlável. Quando é incontrolável não é saudade, é incapacidade de viver sem, e "just for the record": incapacidade de viver sem algo é um perigo. É uma arma que você só deve dar pra quem tens certeza de que não vai te machucar.
Casa? A minha sempre será nas montanhas do Retiro das Pedras. O frio, a neblina, o cheiro... Mas isso não significa que eu não possa passar 20 dias ou 20 anos longe de lá.
Conceitos mudam e mudarão, mas fazem bem à mim, e é por isso que os escrevo.
Tempo? Isso pra mim nunca foi problema, sou imortal e dois minutos ou dez anos jamais me afetarão. O tempo é infinito pra mim, e por isso sinto pena de vocês, pobres mortais. Envelhecer é coisa pra quem não tem mais nada pra fazer... Pra quem ainda tem o que fazer, nunca é tarde pra nada, e sempre é cedo o bastante pra começar.
Quanto falta pra eu atingir meu objetivo final? Infinito.
Imagina atingir o grande objetivo aos 20 anos de idade? Eu pularia da primeira janela que eu visse em seguida, e estou falando sério, seríssimo.
Aparências? Só servem pra te enganar. E é claro, pra você enganar os outros também! De resto, pra nada: nada mesmo. A vida é como um grande jogo de um tabuleiro e dois dados, e as aparências são como as suas mãos: você poderia lançar os dados com a boca ou os dedos do pé, mas seria bem mais difícil. E os verdadeiros vencedores são os que sabem que o jogo não se ganha na habilidade das mãos com os dados, mas na destreza das decisões no tabuleiro.
Saudade? É inevitável e completamente controlável. Quando é incontrolável não é saudade, é incapacidade de viver sem, e "just for the record": incapacidade de viver sem algo é um perigo. É uma arma que você só deve dar pra quem tens certeza de que não vai te machucar.
Casa? A minha sempre será nas montanhas do Retiro das Pedras. O frio, a neblina, o cheiro... Mas isso não significa que eu não possa passar 20 dias ou 20 anos longe de lá.
Conceitos mudam e mudarão, mas fazem bem à mim, e é por isso que os escrevo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Sonhar Dormindo: Só Perda de Tempo
O frio lá fora corta em zero grau.
O vento bate e dói a cara de tão gelado. E gelados os corações param... E gelados os corações parariam...
Disso tudo só gosto do frio da Bud que me acompanha na jornada da madrugada. Em cada gole fico extasiado com o arrepio que me sobe em uma mistura de lembranças de momentos inesquecíveis e esperança de que meu plano "A" se concretize. Não quero nem ter plano "B", preciso que o "A" funcione - ah se meu pai me ouve dizendo isso!
Parece que quanto mais o tempo passa mais criança eu sou. Vou criando na minha cabeça certezas e cada vez mais fortalecendo a certeza de que meu lugar não é parado em lugar algum. Cada vez com mais saudade e ao mesmo tempo menos preso. Cheio de ideais e conceitos, mas vazio de limitações, é assim que agente deve se ver cada vez mais. E cada vez mais posso dizer que sou assim, e vou me tornando um cara realizado.
Quero companhia nessa jornada! Grito isso, mas ninguém me ouve. É como se eu fosse um mendigo maluco esbravejando coisas sem sentido em Downtown San Diego ou na rodoviária de BH. Assim que as pessoas me vêem de vez em quando, mas não ligo, eu sei que tenho um caminho a ser trilhado. Por mais solto que pareça, estou preso pelo coração. É como o movimento de translação: daqui a 365 dias ou 365 anos eu volto pro lugar de onde vim. E quero voltar real, inteiro, capaz, forte e o principal: melhor. Cada vez melhor! É assim que aprendi. E é assim que sou, cada dia.
Austrália, Nova Zelândia, Europa, Canadá... Sou apaixonado pelo primeiro mundo. É incrível o quanto a chance de "ser feliz" nesses lugares é maior. Queria ter nascido "gringuinho", e consequentemente queria que meus filhos pudessem ter essa oportunidade. Mas será que todo pai tem isso? Vontade de ver no filho o que ele não pôde ser? Acho que sim... Conheço tantos exemplos disso, e começo a entender. Mas isso é egoísmo em excesso. Conheço meu pai, e sei que ele já deve ter se questionado esse tipo de coisa, mas esperto que é, percebeu que tudo o que devemos desejar pr'aqueles que amamos é felicidade. E felicidade é a coisa mais subjetiva do mundo! E é isso que faz eu ter as mesmas chances de "ser feliz" do que qualquer um! "Ser feliz" é algo que está ao meu alcance, e sou feliz só de saber isso.
A mensagem que carrego pra esse mundo é só essa mesmo: ser em você o que te faz melhor. Curtir com aqueles que te fazem melhor. Descartar da vida aqueles que te fazem pior. Saber, todo dia, que de noite você pode não estar mais aqui, mas se estiver, que esteja melhor, esteja maior do que acordou. Dormir melhor do que dormiu ontem, acordar melhor do que já sonhaste algum dia. E sonhar acordado, não sonhar dormindo pois é perda de tempo. Só perda de tempo.
O vento bate e dói a cara de tão gelado. E gelados os corações param... E gelados os corações parariam...
Disso tudo só gosto do frio da Bud que me acompanha na jornada da madrugada. Em cada gole fico extasiado com o arrepio que me sobe em uma mistura de lembranças de momentos inesquecíveis e esperança de que meu plano "A" se concretize. Não quero nem ter plano "B", preciso que o "A" funcione - ah se meu pai me ouve dizendo isso!
Parece que quanto mais o tempo passa mais criança eu sou. Vou criando na minha cabeça certezas e cada vez mais fortalecendo a certeza de que meu lugar não é parado em lugar algum. Cada vez com mais saudade e ao mesmo tempo menos preso. Cheio de ideais e conceitos, mas vazio de limitações, é assim que agente deve se ver cada vez mais. E cada vez mais posso dizer que sou assim, e vou me tornando um cara realizado.
Quero companhia nessa jornada! Grito isso, mas ninguém me ouve. É como se eu fosse um mendigo maluco esbravejando coisas sem sentido em Downtown San Diego ou na rodoviária de BH. Assim que as pessoas me vêem de vez em quando, mas não ligo, eu sei que tenho um caminho a ser trilhado. Por mais solto que pareça, estou preso pelo coração. É como o movimento de translação: daqui a 365 dias ou 365 anos eu volto pro lugar de onde vim. E quero voltar real, inteiro, capaz, forte e o principal: melhor. Cada vez melhor! É assim que aprendi. E é assim que sou, cada dia.
Austrália, Nova Zelândia, Europa, Canadá... Sou apaixonado pelo primeiro mundo. É incrível o quanto a chance de "ser feliz" nesses lugares é maior. Queria ter nascido "gringuinho", e consequentemente queria que meus filhos pudessem ter essa oportunidade. Mas será que todo pai tem isso? Vontade de ver no filho o que ele não pôde ser? Acho que sim... Conheço tantos exemplos disso, e começo a entender. Mas isso é egoísmo em excesso. Conheço meu pai, e sei que ele já deve ter se questionado esse tipo de coisa, mas esperto que é, percebeu que tudo o que devemos desejar pr'aqueles que amamos é felicidade. E felicidade é a coisa mais subjetiva do mundo! E é isso que faz eu ter as mesmas chances de "ser feliz" do que qualquer um! "Ser feliz" é algo que está ao meu alcance, e sou feliz só de saber isso.
A mensagem que carrego pra esse mundo é só essa mesmo: ser em você o que te faz melhor. Curtir com aqueles que te fazem melhor. Descartar da vida aqueles que te fazem pior. Saber, todo dia, que de noite você pode não estar mais aqui, mas se estiver, que esteja melhor, esteja maior do que acordou. Dormir melhor do que dormiu ontem, acordar melhor do que já sonhaste algum dia. E sonhar acordado, não sonhar dormindo pois é perda de tempo. Só perda de tempo.
sábado, 17 de janeiro de 2009
A Previsão do Tempo
Queria voar... E posso.
A previsão é de clima depressivo para essa próxima semana.
A massa de solidão que se aproxima de Orlando parece ser inevitável. Os controladores já tentaram rebatê-la mas não são fortes o bastante - e eu nem esperava que fossem.
Hoje foi cansativo. Divertido, produtivo, mas cansativo. Quem dera todos pudessem dizer o mesmo que eu. E por falar em "eu", me sinto impotente. Sem o que fazer pra mudar a situação. E nem quero desgastar o que é eterno. Eternidade é o que quero pra minhas amizades, e principalmente pr'aquelas amizades que considero até familiares. Tudo o que eu não quero é desgastá-las... Saibam disso, meus irmãos.
A previsão do tempo é como o momento em que você fecha o cinto de segurança de uma montanha russa: não há mais o que fazer, só se preparar para o que há por vir... E é isso que estou tentando fazer: me preparar. Posso comparar a previsão do tempo com um salto de bungee jump também: que você sabe que não vai cair lá em baixo e morrer, mas o medo é independente da sua consciência.
Meu trabalho é operar um "Slingshot", um brinquedo que é a mistura de uma montanha russa com um bungee jump. Sempre fico brincando com os clientes e com suas expectativas e medos. Acho que conheço bem o sentimento que precede a loucura, a espera do inesperável. A tensão. O medo. Enfim: já fiz em mim a preparação pra uma semana de tempestades psicológicas.
O que eu posso fazer? Segurar firme e esperar o futuro!
Here we go dude!
A previsão é de clima depressivo para essa próxima semana.
A massa de solidão que se aproxima de Orlando parece ser inevitável. Os controladores já tentaram rebatê-la mas não são fortes o bastante - e eu nem esperava que fossem.
Hoje foi cansativo. Divertido, produtivo, mas cansativo. Quem dera todos pudessem dizer o mesmo que eu. E por falar em "eu", me sinto impotente. Sem o que fazer pra mudar a situação. E nem quero desgastar o que é eterno. Eternidade é o que quero pra minhas amizades, e principalmente pr'aquelas amizades que considero até familiares. Tudo o que eu não quero é desgastá-las... Saibam disso, meus irmãos.
A previsão do tempo é como o momento em que você fecha o cinto de segurança de uma montanha russa: não há mais o que fazer, só se preparar para o que há por vir... E é isso que estou tentando fazer: me preparar. Posso comparar a previsão do tempo com um salto de bungee jump também: que você sabe que não vai cair lá em baixo e morrer, mas o medo é independente da sua consciência.
Meu trabalho é operar um "Slingshot", um brinquedo que é a mistura de uma montanha russa com um bungee jump. Sempre fico brincando com os clientes e com suas expectativas e medos. Acho que conheço bem o sentimento que precede a loucura, a espera do inesperável. A tensão. O medo. Enfim: já fiz em mim a preparação pra uma semana de tempestades psicológicas.
O que eu posso fazer? Segurar firme e esperar o futuro!
Here we go dude!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Cheio de Fraquezas
A noite de sexta-feira de um brasileiro que está na terra do Tio Sam não poderia ser mais melancólica: na cama, cansado, escrevendo textos pro meu blog... Mas se eu acrescentar algumas informações a perspectiva se torna outra: sou um brasileiro que está na terra do Tio Sam para trabalhar em tempos de crise econômica mundial. É duro!
Eu tenho um emprego. Essa informação só não vem com mais empolgação pois nem todos os meus comparsas podem dizer o mesmo.
Eu estou trabalhando quase 10 horas todos os dias. Essa informação só não vem com mais alegria pois só recebo por todas essas horas daqui a duas semanas.
Eu tenho um cartão de crédito estourado - e a ser pago em reais. E essa informação só não vem com mais tristeza pelos fatores relacionados acima.
A vida é assim mesmo. E eu não esperava nada mais do que isso. Eu não sou um reclamão. Quando choro, choro porque sou fraco, ou porque é hora de chorar mesmo. Ou talvez porque não tenho (tanta) vergonha de chorar. Quando dou gargalhada, é porque eu mereço, e acho que mereço todo dia.
Rotina? Não gosto muito não, mas vou fazer esse sacrifício. Sacrifico meu presente pelo meu futuro, só espero que o tempo passe rápido e os frutos venham fartos. Mas quem vive pensando muito no futuro vira escravo do presente né? Eu sempre fui defensor dessa frase e ainda sou, mas agora estou sendo fraco... Meus ideais são fortes mas talvez meus músculos e a minha coragem nem tanto.
Sem poder: É assim que eu devo me sentir nesse momento.
Sem liberdade: É assim que é a vida algumas vezes.
Sem companhia: É assim que eu sei que nunca vou ficar!
Esse foi o depoimento de um ser incompleto, em falta de capacidades e farto de vontades.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Orlando
Roda a roleta.
O santo é forte.
Jogo no treze, treze preto.
As ruas, mais iluminadas. As cabeças, um pouco menos agitadas.
Atiro pra cima, direto pro céu. Desafio a gravidade. E coitado desse tal Newton, tentar criar uma lei que vale no mundo inteiro. Não há lei Universal, e a tal alegria mora no improvável - lembrem-se crianças, não tentem fazer isso em casa.
A cama desfeita, mas sem ninguém. A TV acesa, a mente apagada. Há alguém na escada, em baixo da escada, vibrante, calada... Safada! Saia já daí, volte para a cama. Só uma vez, vai, diz que me ama! Que amor que nada, tô aqui pela fama. Eu sei, dizes isso, mas quando me viro te vejo na lama.
O vento bateu, e te adormeceu... Valeu? É teu? Pô, meu coração é meu. Só meu.
Que rato é aquele mesmo? Acho que o vi na TêVê. Pego de volta o meu Disco predileto e ponho a rodar, e rodar, e rodar... no céu! Lá no alto. E eu é que controlo. É isso que eu faço... Pra viver, pra segurar as pontas e os pontos se ligam e desligam que é pr'eu desenhar.
E assim os pontos se ligam e desligam, que é pr'eu desenhar... Que é pr'eu desenhar.
O santo é forte.
Jogo no treze, treze preto.
As ruas, mais iluminadas. As cabeças, um pouco menos agitadas.
Atiro pra cima, direto pro céu. Desafio a gravidade. E coitado desse tal Newton, tentar criar uma lei que vale no mundo inteiro. Não há lei Universal, e a tal alegria mora no improvável - lembrem-se crianças, não tentem fazer isso em casa.
A cama desfeita, mas sem ninguém. A TV acesa, a mente apagada. Há alguém na escada, em baixo da escada, vibrante, calada... Safada! Saia já daí, volte para a cama. Só uma vez, vai, diz que me ama! Que amor que nada, tô aqui pela fama. Eu sei, dizes isso, mas quando me viro te vejo na lama.
O vento bateu, e te adormeceu... Valeu? É teu? Pô, meu coração é meu. Só meu.
Que rato é aquele mesmo? Acho que o vi na TêVê. Pego de volta o meu Disco predileto e ponho a rodar, e rodar, e rodar... no céu! Lá no alto. E eu é que controlo. É isso que eu faço... Pra viver, pra segurar as pontas e os pontos se ligam e desligam que é pr'eu desenhar.
E assim os pontos se ligam e desligam, que é pr'eu desenhar... Que é pr'eu desenhar.
O Nosso Recado
Bobo, cego, lerdo, palhaço, inteligente. Carente?
Talvez.
E vez
e outra sempre lembrei.
Mas sem aperto, sem amor.
Ah, mas reviveu. Reviverá! Por favor...
Para o alto e avante! Para frente e com alma. Um pouco mais de alma... Será possível?
Um pouco mais de alma. E será que esse mundo algum dia vai entender o nosso recado?
Um pouco mais de alma é só o que eu quero pra esse mundo cheio de superfície e vazio de essência. E essência, meus caros: é essencial!
Essencial...
Talvez.
E vez
e outra sempre lembrei.
Mas sem aperto, sem amor.
Ah, mas reviveu. Reviverá! Por favor...
Para o alto e avante! Para frente e com alma. Um pouco mais de alma... Será possível?
Um pouco mais de alma. E será que esse mundo algum dia vai entender o nosso recado?
Um pouco mais de alma é só o que eu quero pra esse mundo cheio de superfície e vazio de essência. E essência, meus caros: é essencial!
Essencial...
As Saudades Que Eu Nem Sabia Sentir (Deja Vois)
Abra os olhos. Feche-os e abra novamente. O que vê? A mesma coisa? Talvez não... Essa é a minha situação.
Parece que foi ontem. Parece que foi hoje. Pensei que não iriam lembrar de mim, mas me enganei. E o sentimento de ser lembrado é tão agradável, é como achar aquela nota de cinqüenta reais escondida na carteira... Ou talvez até melhor! Sabe tudo o que eu disse de vida nova? Pois é: vem acontecendo. Mal cheguei e respiro o ar da solução.
Matando as saudades que eu nem sabia sentir, é assim que eu descreveria. Linda. Tudo aqui parece de mentira, mas é verdade. Me belisca? Nem precisa, é só eu abrir a carteira e sei que é verdade - hehehe. Não quero dormir. Quero passar dia e noite só olhando pra esse paraíso, revendo rostos e lugares, revivendo sentimentos e olhares. Estou apaixonado.
Paixão é isso, não é? Quando você não sabe pensar o que sente, só sabe sentir o que pensa. Quando quer se expressar mas perde o ar e não pode se pronunciar. Despos se recupera e dispara a falar... Com ou sem nexo, mas começo a falar, lembrar, amar... Entendeu? É bem complicado... Mas sempre ouvi dizer que paixão era complicado mesmo.
Olha, poderia ficar dias escrevendo sobre tudo isso aqui... Aliás é tudo que eu mais quero agora, mas não posso, tenho que trabalhar amanhã! 'Pera aí, eu acabei de dizer "trabalhar"? Ah, nem acredito! - E no mais, se eu escrevesse tudo o que quero agora, não haverá ser humano nesse mundo com paciência pra ler tudo, então: adeus.
Dormirei com os anjos, pois eles agora estão comigo. Conspirando ao meu favor.
Parece que foi ontem. Parece que foi hoje. Pensei que não iriam lembrar de mim, mas me enganei. E o sentimento de ser lembrado é tão agradável, é como achar aquela nota de cinqüenta reais escondida na carteira... Ou talvez até melhor! Sabe tudo o que eu disse de vida nova? Pois é: vem acontecendo. Mal cheguei e respiro o ar da solução.
Matando as saudades que eu nem sabia sentir, é assim que eu descreveria. Linda. Tudo aqui parece de mentira, mas é verdade. Me belisca? Nem precisa, é só eu abrir a carteira e sei que é verdade - hehehe. Não quero dormir. Quero passar dia e noite só olhando pra esse paraíso, revendo rostos e lugares, revivendo sentimentos e olhares. Estou apaixonado.
Paixão é isso, não é? Quando você não sabe pensar o que sente, só sabe sentir o que pensa. Quando quer se expressar mas perde o ar e não pode se pronunciar. Despos se recupera e dispara a falar... Com ou sem nexo, mas começo a falar, lembrar, amar... Entendeu? É bem complicado... Mas sempre ouvi dizer que paixão era complicado mesmo.
Olha, poderia ficar dias escrevendo sobre tudo isso aqui... Aliás é tudo que eu mais quero agora, mas não posso, tenho que trabalhar amanhã! 'Pera aí, eu acabei de dizer "trabalhar"? Ah, nem acredito! - E no mais, se eu escrevesse tudo o que quero agora, não haverá ser humano nesse mundo com paciência pra ler tudo, então: adeus.
Dormirei com os anjos, pois eles agora estão comigo. Conspirando ao meu favor.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Pôr-do-sol
O sol se põe. A metáfora perfeita. É o fim de um início acidentado. Ou mais do que isso: na terra do "sol ponente" o sol nem se abriu direito pra nós, só se pôs. O "California Sunset" foi indescritível - que novidade!
A novidade não está no "fim", nem na metáfora e muito menos na beleza de um pôr-do-sol no ponto pacífico austral da terra do Tio Sam. A novidade está no adeus. Isso mesmo: "Tchau cali, foi um prazer conhecê-la!" Vou viver um deja vois quase que permanente: estou indo de volta a um passado recente, a Flórida.
Explico: é que por aqui as coisas não estão - e nunca estiveram - nada fáceis. No trabalho, pouco vimos o famoso "faz-me rir", e sem as verdinhas na América não dá né? Alguns telefonemas e o veredicto: a roleta rodará pros cantos de lá.
Por lá já tive afetos e desafetos. Amores e muita diversão, e a tal expectativa bate à minha porta novamente. O que fazer? Se segurar. Agora é hora de colocar os pés no chão e concentrar no trabalho. Me preparar pra matar no peito a responsabilidade de liderar o grupo por minha experiência e por meus contatos na região. Não vai ser moleza não. Mas nem passa pela minha cabeça que será. Quero de volta pra mim aquela paz, e preciso lutar por ela. Agora eu vou vencer!
De San Diego, vou sentir falta sim. Das noites frias que passamos, das horas perdidas dentro dos ônibus, das rodas de viola e principalmente desse pôr-do-sol inacreditável. Prometo que voltarei, mas pra viver por outra perspectiva. Pra curtir tudo o que há de bom e ser inatingível por tudo o que há de ruim.
Arrumarei minhas malas e direi adeus à um pedaço da minha vida que não foi da maneira que eu esperava, mas é isso que nos constrói. É a escuridão que nos faz valorizar os dias claros. E são os apagões que nos fazem apreciar a lua e as estrelas. Digo isso e repito, pois quando o sol parar de se pôr pra começar a nascer os dias serão mais claros. É no leste que o sol nasce e é pra lá que eu vou. "E se quiser saber pra onde eu vou: pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou."
Aqui de novo, só com o sol à pino. Adeus, minha querida. Adeus.
A novidade não está no "fim", nem na metáfora e muito menos na beleza de um pôr-do-sol no ponto pacífico austral da terra do Tio Sam. A novidade está no adeus. Isso mesmo: "Tchau cali, foi um prazer conhecê-la!" Vou viver um deja vois quase que permanente: estou indo de volta a um passado recente, a Flórida.
Explico: é que por aqui as coisas não estão - e nunca estiveram - nada fáceis. No trabalho, pouco vimos o famoso "faz-me rir", e sem as verdinhas na América não dá né? Alguns telefonemas e o veredicto: a roleta rodará pros cantos de lá.
Por lá já tive afetos e desafetos. Amores e muita diversão, e a tal expectativa bate à minha porta novamente. O que fazer? Se segurar. Agora é hora de colocar os pés no chão e concentrar no trabalho. Me preparar pra matar no peito a responsabilidade de liderar o grupo por minha experiência e por meus contatos na região. Não vai ser moleza não. Mas nem passa pela minha cabeça que será. Quero de volta pra mim aquela paz, e preciso lutar por ela. Agora eu vou vencer!
De San Diego, vou sentir falta sim. Das noites frias que passamos, das horas perdidas dentro dos ônibus, das rodas de viola e principalmente desse pôr-do-sol inacreditável. Prometo que voltarei, mas pra viver por outra perspectiva. Pra curtir tudo o que há de bom e ser inatingível por tudo o que há de ruim.
Arrumarei minhas malas e direi adeus à um pedaço da minha vida que não foi da maneira que eu esperava, mas é isso que nos constrói. É a escuridão que nos faz valorizar os dias claros. E são os apagões que nos fazem apreciar a lua e as estrelas. Digo isso e repito, pois quando o sol parar de se pôr pra começar a nascer os dias serão mais claros. É no leste que o sol nasce e é pra lá que eu vou. "E se quiser saber pra onde eu vou: pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou."
Aqui de novo, só com o sol à pino. Adeus, minha querida. Adeus.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
09/01 é 01/09!
Hoje. Hoje completo 21 anos de existência nesse planeta. Pago por meus pecados, recebo por meus acertos. E como andei errando mais do que acertando... estou no vermelho. Mas amanhã há de ser um novo dia. Será. Será?
A mente? Mais atordoada do que nunca.
Aquele lance da "expectativa que precede decepção". Eu pego pra ler os meus próprios textos de uns dias atrás e me sinto um verdadeiro Nostradamus. Nostradamus que nada rapaz! É a prova da verdade. É a prova da saudade. É a prova de que expectativa é um mal incurável do qual temos que nos prevenir. Criei até uma fórmula matemática, e nela E (expectativa) é diretamente proporcional a D (decepção).
Não é que tá ruim, é que poderia estar melhor, sabe? Ruim, ruim mesmo, tá pra quem passa fome, não tem amor... Não tem a família maravilhosa que eu tenho! Minha família é incrível. Cada um com um cérebro mais fascinante. E sabe o melhor? Todo dia cresce... Meu coração é maior do que o "de mãe". Cabem sempre mais 10... Sempre.
Por aqui, meus amigos: tranqüilo. Não vou dizer que está fácil não. Eu nunca fui mentiroso, fui? Por mais arrogante, ignorante, estúpido que eu possa ser, tenha certeza, se há algo que eu valorizo nessa vida é a verdade. Isso eu aprendi do meu velho pai que aprendeu do meu velho vô. Ah, vô! É um sábio. Será que o avô de todo mundo é assim? Eu duvido. No olhar dele - algumas vezes arrogante, eu confesso - sente-se verdade. É como se ele transbordasse uma obrigação de ser verdadeiro. Isso é o que eu sinto... não sei de vocês! Ah, vô, se eu tivesse um décimo dessa sua sabedoria sabe-se lá o que seria desse mundo!
Mas como eu ia dizendo: por aqui, tudo tranquilo. Ainda não tenho certeza do que eu quero pra esse meu breve futuro nos EUA, mas vá... Eu nunca tive certeza de nada nessa vida! Os dias aqui são curtos no céu e longos no relógio. Amanhece às 8 da manhã e escurece 4 da tarde... E quando o sol se vai o frio vem. Bate no peito, destemido.
E destemido não sou eu. Quem me conhece sabe que desde pequeno tenho medo de altura, de escuro e até mesmo de formiga... Sou tão medroso que estou até fugindo. E acho que vou viver fugindo... E morrer fugindo! A fuga faz parte do meu show. É o palco perfeito pra quem sempre foi meio (muito) medroso.
Um grande abraço, meus amigos, meus amores.
Minhas dores, saibam que são suas também. Quer vocês queiram ou não. Mas minhas alegrias também. Meus amores, esses são só meus. Seus. Zeus.
9 de janeiro de 2009: eu quero lembrar desse dia.
Ah, e só pra justificar o título: 09/01 é 01/09 por aqui, e pra quem não sabe, 01/09 é o aniversário de um dos meus favoritos nesse mundão. Saudades!
Abraço pra quem é de abraço, e muitos beijos pra quem merece.
"I've got a feeling, a feeling deep inside! I've got a feeling, a feeling that I can't hide!"
A mente? Mais atordoada do que nunca.
Aquele lance da "expectativa que precede decepção". Eu pego pra ler os meus próprios textos de uns dias atrás e me sinto um verdadeiro Nostradamus. Nostradamus que nada rapaz! É a prova da verdade. É a prova da saudade. É a prova de que expectativa é um mal incurável do qual temos que nos prevenir. Criei até uma fórmula matemática, e nela E (expectativa) é diretamente proporcional a D (decepção).
Não é que tá ruim, é que poderia estar melhor, sabe? Ruim, ruim mesmo, tá pra quem passa fome, não tem amor... Não tem a família maravilhosa que eu tenho! Minha família é incrível. Cada um com um cérebro mais fascinante. E sabe o melhor? Todo dia cresce... Meu coração é maior do que o "de mãe". Cabem sempre mais 10... Sempre.
Por aqui, meus amigos: tranqüilo. Não vou dizer que está fácil não. Eu nunca fui mentiroso, fui? Por mais arrogante, ignorante, estúpido que eu possa ser, tenha certeza, se há algo que eu valorizo nessa vida é a verdade. Isso eu aprendi do meu velho pai que aprendeu do meu velho vô. Ah, vô! É um sábio. Será que o avô de todo mundo é assim? Eu duvido. No olhar dele - algumas vezes arrogante, eu confesso - sente-se verdade. É como se ele transbordasse uma obrigação de ser verdadeiro. Isso é o que eu sinto... não sei de vocês! Ah, vô, se eu tivesse um décimo dessa sua sabedoria sabe-se lá o que seria desse mundo!
Mas como eu ia dizendo: por aqui, tudo tranquilo. Ainda não tenho certeza do que eu quero pra esse meu breve futuro nos EUA, mas vá... Eu nunca tive certeza de nada nessa vida! Os dias aqui são curtos no céu e longos no relógio. Amanhece às 8 da manhã e escurece 4 da tarde... E quando o sol se vai o frio vem. Bate no peito, destemido.
E destemido não sou eu. Quem me conhece sabe que desde pequeno tenho medo de altura, de escuro e até mesmo de formiga... Sou tão medroso que estou até fugindo. E acho que vou viver fugindo... E morrer fugindo! A fuga faz parte do meu show. É o palco perfeito pra quem sempre foi meio (muito) medroso.
Um grande abraço, meus amigos, meus amores.
Minhas dores, saibam que são suas também. Quer vocês queiram ou não. Mas minhas alegrias também. Meus amores, esses são só meus. Seus. Zeus.
9 de janeiro de 2009: eu quero lembrar desse dia.
Ah, e só pra justificar o título: 09/01 é 01/09 por aqui, e pra quem não sabe, 01/09 é o aniversário de um dos meus favoritos nesse mundão. Saudades!
Abraço pra quem é de abraço, e muitos beijos pra quem merece.
"I've got a feeling, a feeling deep inside! I've got a feeling, a feeling that I can't hide!"
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Relatos de Um Passeio Sul Californiano
O destino? Pacific Beach (ou P.B.) - só pra situar o leitor: estamos morando em Imperial Beach, que é colado na fronteira com o México e P.B. é bem ao norte, tenho que pegar 2 ônibus e um trem - mas tempo não é o problema.
Antes de sair tentei convencer algum de meus comparsas a ir comigo, mas ninguém se habilitou. Como gosto da noite e a solidão é como energia pra minha mente, coloquei o meu melhor casaco, a tôca, duas calças e toquei pro ponto.
Estava nas ruas de San Diego mais uma vez só... Quer dizer, acompanhado do meu parceiro predileto: o meu Ipod. A trilha sonora variava nas mais de 3600 músicas, e me pus uma regra: não vale trocar de faixa - cabeça vazia é assim mesmo.
Esperando o primeiro ônibus, Los Lonely Boys soava como a introdução perfeita pra um "rolê" casual nas ruas mexicamericanas do sul californiano. Entrei no ônibus e pratiquei um pouco do meu espanhol com o vizinho de assento. Achei que tinha perdido o ponto do Trolley - é como chama o trem da cidade - mas não, tava tudo certo.
Chega o trem e a trilha sonora agora é rap tupiniquim, que me fez lembrar o que o meu país tem de mais triste, enquanto eu era rodeado por imagens do que a terra do Tio Sam tem de mais brasileiro. Acredite em mim: as ruas de algumas regiões de Downtown San Diego mais parecem grandes acampamentos do MST em pleno perímetro urbano - tudo isso aqui: na "Terra da Oportunidade". É triste o mundo. É cru e cruel assim, mas a realidade faz bem pra quem já andou reclamando de barriga cheia.
Desci do Trolley e fazia contas dos meus poucos dólares enquanto esperava o ônibus que chegaria finalmente à P.B. Vi no ponto um rosto familiar, era mais uma "brasuca" na califa - normal. Não a conhecia não, mas digo familiar porque são nesses momentos que agente entende o significado da palavra "nação". Por mais miscigenado que o nosso povo seja, brasileira tem cara de brasileira, seja preta, japonesa ou loira - felizmente era do tipo que eu mais curto.
Entrei no ônibus e me deparei com mais alguns e algumas brasucas, logo alguém puxa o papo e pronto: Little Brazil is happening. Telefones trocados e churrasco marcado pra Quarta-feira - é incrível como as pessoas ficam mais abertas por aqui.
Desci já satisfeito com os frutos do meu passeio pela cidade mas a barriga estava vazia e tive que parar para abastecê-la. Só os "drive-thru's" estavam abertos, e bobo que não sou, meti a minha cara desmotorizada na janelinha do mexicano que a atendia - ah, ainda não comentei isso no blog, mas a língua oficial dentro de cozinhas de fast food por aqui não tem nada a ver com inglês, é espanhol e de bigode.
Eu tentei fazer o pedido enquanto esquentava as minhas mãos nos bolsos da calça, mas o camarada que me atendia endoidou o cabeção: disse que só me atenderia se eu tirasse as mãos do bolso! Pô, eu sei que tenho sotaque de brasuca e barba por fazer, mas não achei que tinha cara de assaltante de restaurante fast food. Bom, cultura é cultura e eu prontamente atendi ao pedido daquele rapaz, tirei as mãos do bolso e peguei meu frango frito. Mas o meu pedido veio errado, e quando eu voltei pra reclamar ele quase chamou a polícia pra me prender! Loucura né?
A bateria do meu parceiro estava pra acabar e a minha cabeça já mentalizava o meu colchãozinho, então peguei o Trolley rumo ao meu "lar (nem tão) doce lar". No caminho de volta, rock'n'roll do Jet pra fazer a viagem passar mais rápido. Dois quarteirões antes de chegar em casa a bateria do meu Ipod se esgotou de vez, me poupando o trabálho de desligá-lo e me trazendo um sorriso meio bobo de quem acredita em destino.
Chegando em casa piadinhas tradicionais. O mal humor bem humorado dos meus colegas de quarto. A turma foi dormir e eu vim aqui relatar o meu passeio (nada) convencional.
Boa Noite,
"and you stay classy San Diego!"
Antes de sair tentei convencer algum de meus comparsas a ir comigo, mas ninguém se habilitou. Como gosto da noite e a solidão é como energia pra minha mente, coloquei o meu melhor casaco, a tôca, duas calças e toquei pro ponto.
Estava nas ruas de San Diego mais uma vez só... Quer dizer, acompanhado do meu parceiro predileto: o meu Ipod. A trilha sonora variava nas mais de 3600 músicas, e me pus uma regra: não vale trocar de faixa - cabeça vazia é assim mesmo.
Esperando o primeiro ônibus, Los Lonely Boys soava como a introdução perfeita pra um "rolê" casual nas ruas mexicamericanas do sul californiano. Entrei no ônibus e pratiquei um pouco do meu espanhol com o vizinho de assento. Achei que tinha perdido o ponto do Trolley - é como chama o trem da cidade - mas não, tava tudo certo.
Chega o trem e a trilha sonora agora é rap tupiniquim, que me fez lembrar o que o meu país tem de mais triste, enquanto eu era rodeado por imagens do que a terra do Tio Sam tem de mais brasileiro. Acredite em mim: as ruas de algumas regiões de Downtown San Diego mais parecem grandes acampamentos do MST em pleno perímetro urbano - tudo isso aqui: na "Terra da Oportunidade". É triste o mundo. É cru e cruel assim, mas a realidade faz bem pra quem já andou reclamando de barriga cheia.
Desci do Trolley e fazia contas dos meus poucos dólares enquanto esperava o ônibus que chegaria finalmente à P.B. Vi no ponto um rosto familiar, era mais uma "brasuca" na califa - normal. Não a conhecia não, mas digo familiar porque são nesses momentos que agente entende o significado da palavra "nação". Por mais miscigenado que o nosso povo seja, brasileira tem cara de brasileira, seja preta, japonesa ou loira - felizmente era do tipo que eu mais curto.
Entrei no ônibus e me deparei com mais alguns e algumas brasucas, logo alguém puxa o papo e pronto: Little Brazil is happening. Telefones trocados e churrasco marcado pra Quarta-feira - é incrível como as pessoas ficam mais abertas por aqui.
Desci já satisfeito com os frutos do meu passeio pela cidade mas a barriga estava vazia e tive que parar para abastecê-la. Só os "drive-thru's" estavam abertos, e bobo que não sou, meti a minha cara desmotorizada na janelinha do mexicano que a atendia - ah, ainda não comentei isso no blog, mas a língua oficial dentro de cozinhas de fast food por aqui não tem nada a ver com inglês, é espanhol e de bigode.
Eu tentei fazer o pedido enquanto esquentava as minhas mãos nos bolsos da calça, mas o camarada que me atendia endoidou o cabeção: disse que só me atenderia se eu tirasse as mãos do bolso! Pô, eu sei que tenho sotaque de brasuca e barba por fazer, mas não achei que tinha cara de assaltante de restaurante fast food. Bom, cultura é cultura e eu prontamente atendi ao pedido daquele rapaz, tirei as mãos do bolso e peguei meu frango frito. Mas o meu pedido veio errado, e quando eu voltei pra reclamar ele quase chamou a polícia pra me prender! Loucura né?
A bateria do meu parceiro estava pra acabar e a minha cabeça já mentalizava o meu colchãozinho, então peguei o Trolley rumo ao meu "lar (nem tão) doce lar". No caminho de volta, rock'n'roll do Jet pra fazer a viagem passar mais rápido. Dois quarteirões antes de chegar em casa a bateria do meu Ipod se esgotou de vez, me poupando o trabálho de desligá-lo e me trazendo um sorriso meio bobo de quem acredita em destino.
Chegando em casa piadinhas tradicionais. O mal humor bem humorado dos meus colegas de quarto. A turma foi dormir e eu vim aqui relatar o meu passeio (nada) convencional.
Boa Noite,
"and you stay classy San Diego!"
domingo, 4 de janeiro de 2009
O Céu
O céu é um só mas as aspirações e inspirações são mil...
Será mesmo que o céu é um só? Eu não teria tanta certeza.
Quem já foi à "Praça do Sol" e passou horas a ver estrelas cadentes sabe que não há céu como aquele. Eu ainda sou portador de um privilégio maior ainda, pois já vi um dos céus mais impressionantes do mundo em meio ao deserto de sal da Bolívia. Parece até que são fogos de artifício.
Quem falou em artifício? É natural. É natureza. É fenomenal.
Nada de artifício. É obra do que uns chamam de Deus e outros de Universo. É o que liga todos nós. É a conexão wireless disponível só pra quem tem um algo a mais.
O céu é o maior roteador do mundo, e eu já me liguei daqui nas estrelas, de Orlando à Beagá, Rio de Janeiro à San Diego, Buenos Aires a São Paulo e digo mais: o céu é o limite.
Ando andando pelo mundo e toda vez que me sinto fora do que posso chamar de "lar", logo me ligo às estrelas e me encontro.
Me encontrei mais uma vez.
"Hey Ms. Sunshine! Why don't you come on down, and raise upon the sky, tonight!?"
Quem quer limite nessa vida? Eu não.
Será mesmo que o céu é um só? Eu não teria tanta certeza.
Quem já foi à "Praça do Sol" e passou horas a ver estrelas cadentes sabe que não há céu como aquele. Eu ainda sou portador de um privilégio maior ainda, pois já vi um dos céus mais impressionantes do mundo em meio ao deserto de sal da Bolívia. Parece até que são fogos de artifício.
Quem falou em artifício? É natural. É natureza. É fenomenal.
Nada de artifício. É obra do que uns chamam de Deus e outros de Universo. É o que liga todos nós. É a conexão wireless disponível só pra quem tem um algo a mais.
O céu é o maior roteador do mundo, e eu já me liguei daqui nas estrelas, de Orlando à Beagá, Rio de Janeiro à San Diego, Buenos Aires a São Paulo e digo mais: o céu é o limite.
Ando andando pelo mundo e toda vez que me sinto fora do que posso chamar de "lar", logo me ligo às estrelas e me encontro.
Me encontrei mais uma vez.
"Hey Ms. Sunshine! Why don't you come on down, and raise upon the sky, tonight!?"
Quem quer limite nessa vida? Eu não.
Explicações e Indicações
Mais uma vez sobra o espaço para más interpretações.
Tenho de dizer: isso já está me dando nos nervos! Quem conta um conto aumenta um ponto e quem aumenta um ponto cria outro conto, não é mesmo?
Sofrimento, saudade, alegria, dor, amor, amizade, compaixão... Quantos sentimentos eu vou ter de descrever, um por um, com palavras escritas, para que não me levem a mal? Não haveriam Aurélios suficientes pra suprir essa necessidade... Ainda restariam brechas na riquíssima língua portuguesa!
Então eu peço aos pessimistas de plantão e às más línguas da boca pequena: entendam. Isso mesmo: entendam! Saibam que aos poucos tudo se encaixa e que altos e baixos fazem parte da vida humana. Saibam que energia negativa é muito ruim - e principalmente pra quem transmite.
Por outro lado faço um pedido diferente: não entendam e nem tentem entender! Cada situação é única e pertence exclusivamente a quem as vive.
Deixo esse paradoxo pra que mais uma vez, você leitor, interprete e perceba qual é a verdadeira mensagem.
"Todo homem tem o direito de decidir seu próprio destino."
Tenho de dizer: isso já está me dando nos nervos! Quem conta um conto aumenta um ponto e quem aumenta um ponto cria outro conto, não é mesmo?
Sofrimento, saudade, alegria, dor, amor, amizade, compaixão... Quantos sentimentos eu vou ter de descrever, um por um, com palavras escritas, para que não me levem a mal? Não haveriam Aurélios suficientes pra suprir essa necessidade... Ainda restariam brechas na riquíssima língua portuguesa!
Então eu peço aos pessimistas de plantão e às más línguas da boca pequena: entendam. Isso mesmo: entendam! Saibam que aos poucos tudo se encaixa e que altos e baixos fazem parte da vida humana. Saibam que energia negativa é muito ruim - e principalmente pra quem transmite.
Por outro lado faço um pedido diferente: não entendam e nem tentem entender! Cada situação é única e pertence exclusivamente a quem as vive.
Deixo esse paradoxo pra que mais uma vez, você leitor, interprete e perceba qual é a verdadeira mensagem.
"Todo homem tem o direito de decidir seu próprio destino."
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Toc, toc, toc
O ano vem, tanto avisou que chegou.
De um jeito meio ingrato, eu confesso, mas chegou.
Hoje não me aguentei de saudades e fui dar um passeio pra procurar uma energia que me falta. Fui só... E confesso que apesar de estar sempre acompanhado, muitas vezes me sinto só. Chorei por dentro. Tentei matar as saudades com lembranças e uma rua escura. E por algumas vezes lembrei de uma das frases que mais gosto, de uma canção inglesa, que diz mais ou menos assim: "esse 'apagão' só nos ajuda a lebrar do quanto amamos as noites estreladas".
Pra gostar tanto dessa frase é preciso entrar dentro dela... E eu só conheço uma pessoa que faz isso tão bem quanto eu... Sinto saudades.
Fui a beira da praia e olhei pra cima. Vi no céu o que quero pra mim. Vi as estrelas que tanto gosto... Ouvi a imensidão do mar. É uma metáfora tão concreta pra mim que prefiro nem descrevê-la.
Saudades do céu e do mar do hemisfério sul. Das estrelas e dos apagões. Mas dessa vez não quero voltar no tempo, quero progredir, ultrapassar a barreira da saudade. A velocidade, tanto faz... O que me interessa é só chegar, hoje ou amanhã: eu chego lá.
Ou melhor: nós chegamos...
De um jeito meio ingrato, eu confesso, mas chegou.
Hoje não me aguentei de saudades e fui dar um passeio pra procurar uma energia que me falta. Fui só... E confesso que apesar de estar sempre acompanhado, muitas vezes me sinto só. Chorei por dentro. Tentei matar as saudades com lembranças e uma rua escura. E por algumas vezes lembrei de uma das frases que mais gosto, de uma canção inglesa, que diz mais ou menos assim: "esse 'apagão' só nos ajuda a lebrar do quanto amamos as noites estreladas".
Pra gostar tanto dessa frase é preciso entrar dentro dela... E eu só conheço uma pessoa que faz isso tão bem quanto eu... Sinto saudades.
Fui a beira da praia e olhei pra cima. Vi no céu o que quero pra mim. Vi as estrelas que tanto gosto... Ouvi a imensidão do mar. É uma metáfora tão concreta pra mim que prefiro nem descrevê-la.
Saudades do céu e do mar do hemisfério sul. Das estrelas e dos apagões. Mas dessa vez não quero voltar no tempo, quero progredir, ultrapassar a barreira da saudade. A velocidade, tanto faz... O que me interessa é só chegar, hoje ou amanhã: eu chego lá.
Ou melhor: nós chegamos...
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