sábado, 31 de janeiro de 2009

De Segunda à Segunda

É verdade que algumas vezes os dias ruins são mais numerosos que os bons.
É verdade que pra cada sexta e sábado há uma segunda, uma terça, uma quarta e uma quinta cansativas e de troco um domingo melancólico.
Que por trás de cada noite de bebedeira e festa há muito trabalho para pagá-los, exercícios para compensar a saúde e uma ressaquinha pra não ficar barato.
Tudo isso é a mais pura verdade, infelizmente.

Infelizmente mesmo, pra quem não soube escolher o que fazer nas segundas, terças, quartas, quintas e domingos. Não soube escolher bem o "ganha pão", e achou que ganhando muito pão iria compensar toda a agonia de esperar pela sexta-feira fazendo algo que não dá prazer algum.
Infelizmente mesmo, pra quem sofre com a academia pois é obrigado a se exercitar ao menos 3 vezes por semana, e não tem a menor vontade de sair pra pedalar uma bike, ou jogar uma peladinha saudável às terças e quintas depois da ralação. Infelizmente...

Não adianta não. Achar que isso é temporário, que "luto hoje pelo dia de amanhã". Ser escravo dos meus sonhos sem nem saber se estarei vivo pra realizá-los? Jamais.
Sim, é preciso lutar pelo dia de amanhã, por viver o sonhado, mas mais do que isso, há de haver limite! E mais do que ter limite, é preciso curtir o incurtível. Se és obrigado a fazer algo: desobrigue-se. Descubra até que ponto vale a pena "ser" obrigado.

Realizar os pequenos sonhos todos os dias.
Eu realizo. É uma necessidade pra mim. Acabei de comprar uma "18 pack" de cerveja depois do trabalho. Gastei por um pequeno desejo, um terço da produtividade do meu dia de trabalho, e me sinto mais feliz do que nunca, só por ter certeza de que fiz a coisa certa! Certeza de que estou no caminho certo. Que por mais incerto que o amanhã seja, certo é que estou mais perto e mais esperto do que ontem.

Ah, como eu quero poder ser assim pra sempre...


"A vida não é conseguir sobreviver à uma tempestade, mas aprender a dançar na chuva!"

Clap, clap, clap. Palmas para o autor dessa frase, Robert Schimmel, o comediante mais genial que já vi. Rolei de rir e refletir.

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