domingo, 25 de janeiro de 2009

Dicionário de Bordo

Giram os pensamentos. Vou desfocando e refocando em novos objetivos a cada dia. Pra ter é preciso fazer, não é mesmo? Dinheiro não cai do céu nem nasce em horta e todo sonho tem seu preço pra ser realizado.

Tempo? Isso pra mim nunca foi problema, sou imortal e dois minutos ou dez anos jamais me afetarão. O tempo é infinito pra mim, e por isso sinto pena de vocês, pobres mortais. Envelhecer é coisa pra quem não tem mais nada pra fazer... Pra quem ainda tem o que fazer, nunca é tarde pra nada, e sempre é cedo o bastante pra começar.

Quanto falta pra eu atingir meu objetivo final? Infinito.
Imagina atingir o grande objetivo aos 20 anos de idade? Eu pularia da primeira janela que eu visse em seguida, e estou falando sério, seríssimo.

Aparências? Só servem pra te enganar. E é claro, pra você enganar os outros também! De resto, pra nada: nada mesmo. A vida é como um grande jogo de um tabuleiro e dois dados, e as aparências são como as suas mãos: você poderia lançar os dados com a boca ou os dedos do pé, mas seria bem mais difícil. E os verdadeiros vencedores são os que sabem que o jogo não se ganha na habilidade das mãos com os dados, mas na destreza das decisões no tabuleiro.

Saudade? É inevitável e completamente controlável. Quando é incontrolável não é saudade, é incapacidade de viver sem, e "just for the record": incapacidade de viver sem algo é um perigo. É uma arma que você só deve dar pra quem tens certeza de que não vai te machucar.

Casa? A minha sempre será nas montanhas do Retiro das Pedras. O frio, a neblina, o cheiro... Mas isso não significa que eu não possa passar 20 dias ou 20 anos longe de lá.

Conceitos mudam e mudarão, mas fazem bem à mim, e é por isso que os escrevo.

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