Até o clima esfriou. O sol que dominava os céus da terra do Mickey Mouse resolveu dar lugar a um frio intenso - isso não é novidade pra quem vive aqui, é que como diz um amigo meu: se você não está gostando do clima da Flórida: apenas espere cinco minutos. Muda a todo momento.
E tão voláteis quanto o clima são os momentos aqui.
Tão voláteis e tão intensos.
E isso me traz uma carência inexplicável e inestimável.
Imensurável.
Sonho com um dia inteiro. Um dia que acabe. Um dia que comece sem que eu tenha que pular da cama. Sonho com os sonhos que não posso ter, pois não posso dormir. Sonho com noites bem dormidas. Sonho com o dia que eu não precisarei mais de sonhar. Eu sonho, sonho tanto.
O egoísmo do mundo se engole a cada dia. Todos os dias milhões de pessoas fazem algo estúpido e egoísta. Tudo o que eu queria pr'esse mundo era um pouco mais de compaixão. Mas isso é tópico pra um dia que eu estiver um pouco menos conformado com tudo. Hoje me conformo. Apesar de não concordar, me conformo. Apesar de eu despejar a minha decepção e revolta todos os dias, eu ainda me conformo. E não me conformaria se eu estivesse passando fome, ou doente sem ninguém pra cuidar de mim, esse é o retrato do egoísmo doentio do mundo.
Eu faço parte dele, e você também. Mas não se preocupe: conforme-se.
E ironia, meus amigos, é coisa com que se deve tomar cuidado. Cuidado!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Ainda Não é Hora
Alguns dias - e eu juro que são só "alguns" - eu sinto que preferia estar em casa. Ouvindo o vento soar tenebroso lá fora. Sentindo o friozinho tradicional do meu retiro espiritual, do meu Retiro das Pedras. "Show do intervalo" na FUMEC. Comer a "soca" do pernil feito pela Elisângela, que ficou na panela e é só esquentar no microondas. Chegar de carona com o Henriqueto's, batendo um papo sobre as dores do mundo e os nossos amores mais voláteis no caminho de casa. Um papo tão bom que quando chegamos à porta da minha casa ficamos mais uns 20 minutos na porta tentando terminar a conversa, que sempre acaba com um: "então tá, velho, amanhã dá idéia de manhã, mas sem enrolar tá?!".
É... Rotina é sempre bom quando não é o presente né?
Presente pra mim é isso aqui.
Não há limites pra uma mente carente. Não há limites pra quem assenta na frente. E nem há de haver.
Não há limites pra dor. Pro amor. Pra saudade.
Vivo longe sim. Longe da dor. Tão longe e tão perto da dor que é o amor. Eu sei, talvez qualquer dia me dê a louca e eu pegue o primeiro avião com destino à terra do samba. Mas eu sei, vai ter que ter "dado a louca" mesmo! Por que em estado normal, eu sei bem que ainda não é hora.
Ainda não é hora.
É... Rotina é sempre bom quando não é o presente né?
Presente pra mim é isso aqui.
Não há limites pra uma mente carente. Não há limites pra quem assenta na frente. E nem há de haver.
Não há limites pra dor. Pro amor. Pra saudade.
Vivo longe sim. Longe da dor. Tão longe e tão perto da dor que é o amor. Eu sei, talvez qualquer dia me dê a louca e eu pegue o primeiro avião com destino à terra do samba. Mas eu sei, vai ter que ter "dado a louca" mesmo! Por que em estado normal, eu sei bem que ainda não é hora.
Ainda não é hora.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Infecháveis
Pular e planar,
em casa chegar,
sair e voltar
sem ter que avisar.
E quero você, fazer isto também,
mas és tão pequena. E assim vai, me envenena.
Teimoso, medroso,
no mais? Preguiçoso.
Me abraça, me beija, me deixa entender.
Me beija. Me deixa? Me deixa entender.
É cultura ou prazer?
Se for algum jogo, não sei como fazer.
Minha vez de jogar? Me dê a roleta.
Ok, faz assim, mas não vale careta.
Ah, pequena,
pode ir, me envenena.
Ah, que pena,
não me tira de cena.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
em casa chegar,
sair e voltar
sem ter que avisar.
E quero você, fazer isto também,
mas és tão pequena. E assim vai, me envenena.
Teimoso, medroso,
no mais? Preguiçoso.
Me abraça, me beija, me deixa entender.
Me beija. Me deixa? Me deixa entender.
É cultura ou prazer?
Se for algum jogo, não sei como fazer.
Minha vez de jogar? Me dê a roleta.
Ok, faz assim, mas não vale careta.
Ah, pequena,
pode ir, me envenena.
Ah, que pena,
não me tira de cena.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
Tiraste meu sono,
pequena, o meu sono.
Minha cabeça, meu ego,
meu tudo, meu trono.
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