segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Orlando

Roda a roleta.
O santo é forte.
Jogo no treze, treze preto.

As ruas, mais iluminadas. As cabeças, um pouco menos agitadas.
Atiro pra cima, direto pro céu. Desafio a gravidade. E coitado desse tal Newton, tentar criar uma lei que vale no mundo inteiro. Não há lei Universal, e a tal alegria mora no improvável - lembrem-se crianças, não tentem fazer isso em casa.

A cama desfeita, mas sem ninguém. A TV acesa, a mente apagada. Há alguém na escada, em baixo da escada, vibrante, calada... Safada! Saia já daí, volte para a cama. Só uma vez, vai, diz que me ama! Que amor que nada, tô aqui pela fama. Eu sei, dizes isso, mas quando me viro te vejo na lama.

O vento bateu, e te adormeceu... Valeu? É teu? Pô, meu coração é meu. Só meu.

Que rato é aquele mesmo? Acho que o vi na TêVê. Pego de volta o meu Disco predileto e ponho a rodar, e rodar, e rodar... no céu! Lá no alto. E eu é que controlo. É isso que eu faço... Pra viver, pra segurar as pontas e os pontos se ligam e desligam que é pr'eu desenhar.

E assim os pontos se ligam e desligam, que é pr'eu desenhar... Que é pr'eu desenhar.

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