O verão vem aí, com as pedras que rolarão morro abaixo e me encaixo perfeitamente nesse contexto. Eu e meus comparsas da vez!
Ó pedra! Pedra que me guiará ao topo do mundo. Me guiará à minha redenção de tudo o que há de banal, superficial e principalmente o material nessa vida. É a luz que ilumina o caminho do que eu preciso trilhar pra me achar. O caminho que como João e Maria, eu deixei migalhas de pão na vinda, mas faminto que estive os comi e me perdi.
Me perdi, mamãe. Me perdi! Mas nem precisa me buscar. Estou bem aqui onde me encontrei e me encontro. Quero ficar aqui até eu ser capaz de me guiar pela luz do sol ou da bússola do amor - ou da dor.
Fica decidido, nesse momento simplório
que o meu passado - nem tão - notório
não é meu presente.
E presente pra mim,
compro a liberdade,
e vem junto a saudade
que me ataca e a idade
jamais me atacará.
E aqui celebremos,
com Brahma, Bud ou veneno
o dia do fico.
O dia do mico.
O dia do rico.
O dia em que eu disse a você que te amo e - mesmo assim - fez bico.
Eu não sou bom o bastante. É isso que dizem.
E bom que não sou
hoje o vento levou
e levou, e levou e levou.
Soprou, sobrou, e hoje aqui estou.
Estou e estarei.
E hoje eu sei que ainda não sei
e jamais saberei.
Só sei que nada sei
e por isso talvez
eu fique aqui até saber:
o mínimo, o máximo o tudo, o ápice.
O auge. O poder. O amor e você.
O amor: é você.
Eu e você(s).
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