É verdade que algumas vezes os dias ruins são mais numerosos que os bons.
É verdade que pra cada sexta e sábado há uma segunda, uma terça, uma quarta e uma quinta cansativas e de troco um domingo melancólico.
Que por trás de cada noite de bebedeira e festa há muito trabalho para pagá-los, exercícios para compensar a saúde e uma ressaquinha pra não ficar barato.
Tudo isso é a mais pura verdade, infelizmente.
Infelizmente mesmo, pra quem não soube escolher o que fazer nas segundas, terças, quartas, quintas e domingos. Não soube escolher bem o "ganha pão", e achou que ganhando muito pão iria compensar toda a agonia de esperar pela sexta-feira fazendo algo que não dá prazer algum.
Infelizmente mesmo, pra quem sofre com a academia pois é obrigado a se exercitar ao menos 3 vezes por semana, e não tem a menor vontade de sair pra pedalar uma bike, ou jogar uma peladinha saudável às terças e quintas depois da ralação. Infelizmente...
Não adianta não. Achar que isso é temporário, que "luto hoje pelo dia de amanhã". Ser escravo dos meus sonhos sem nem saber se estarei vivo pra realizá-los? Jamais.
Sim, é preciso lutar pelo dia de amanhã, por viver o sonhado, mas mais do que isso, há de haver limite! E mais do que ter limite, é preciso curtir o incurtível. Se és obrigado a fazer algo: desobrigue-se. Descubra até que ponto vale a pena "ser" obrigado.
Realizar os pequenos sonhos todos os dias.
Eu realizo. É uma necessidade pra mim. Acabei de comprar uma "18 pack" de cerveja depois do trabalho. Gastei por um pequeno desejo, um terço da produtividade do meu dia de trabalho, e me sinto mais feliz do que nunca, só por ter certeza de que fiz a coisa certa! Certeza de que estou no caminho certo. Que por mais incerto que o amanhã seja, certo é que estou mais perto e mais esperto do que ontem.
Ah, como eu quero poder ser assim pra sempre...
"A vida não é conseguir sobreviver à uma tempestade, mas aprender a dançar na chuva!"
Clap, clap, clap. Palmas para o autor dessa frase, Robert Schimmel, o comediante mais genial que já vi. Rolei de rir e refletir.
sábado, 31 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Conectados
Sei que você nem está aí, velho. Mas não vai acreditar no que acabou de acontecer. Eu ia começar a escrever um texto aqui, e ia começar bem assim: "sonhos por sonhos ir embora... são palavras de quem te adora..."
Esse é como um hino de uma amizade que ultrapassa a barreira do companheirismo. Ultrapassa a barreira da distância e da saudade. Quebra cada pequeno obstáculo que possa existir entre duas almas. Só pra avisar os desavisados, isso não tem nada a ver com "viadagem" - com o perdão do termo, mas procurei no dicionário e não encontrei um melhor -, isso é amor e da maior pureza mesmo. É uma amizade que eu já cansei de desfiar meu português por aqui tentando descrevê-la e agradecer aos céus, mas acho que nunca é o bastante.
Eles vão estudar. Eles vão reinventar o avião e conhecer mil galáxias novas. Vão criar o teletransporte - e por que não o teletransporte público também? -, mas não vão conseguir desenvolver esse sistema de comunicação que nós temos desenvolvidos de dentro pra fora.
Mal sabia o inventor do iPod que antes de ele inventar o iPhone nós já utilizávamos o simples mp3 player pra nos comunicar. Sorte a deles que nem todo mundo já vem equipado de fábrica, sorte a deles...
Sorte a nossa, meu irmão, de podermos contar com conexão tal. Sorte a nossa de podermos dizer "eu te amo" pra alguém com a certeza de que esse amor é incondicional, que pra esse amor não há ciúme, e que a cada "amante" que tivermos só a alegria será semeada. A cada "amante", mais história pra contar, e mais forte é essa conexão... E já é assim há algum tempo, né?
Sorte a nossa, meu irmão. Sorte a nossa...
Esse é como um hino de uma amizade que ultrapassa a barreira do companheirismo. Ultrapassa a barreira da distância e da saudade. Quebra cada pequeno obstáculo que possa existir entre duas almas. Só pra avisar os desavisados, isso não tem nada a ver com "viadagem" - com o perdão do termo, mas procurei no dicionário e não encontrei um melhor -, isso é amor e da maior pureza mesmo. É uma amizade que eu já cansei de desfiar meu português por aqui tentando descrevê-la e agradecer aos céus, mas acho que nunca é o bastante.
Eles vão estudar. Eles vão reinventar o avião e conhecer mil galáxias novas. Vão criar o teletransporte - e por que não o teletransporte público também? -, mas não vão conseguir desenvolver esse sistema de comunicação que nós temos desenvolvidos de dentro pra fora.
Mal sabia o inventor do iPod que antes de ele inventar o iPhone nós já utilizávamos o simples mp3 player pra nos comunicar. Sorte a deles que nem todo mundo já vem equipado de fábrica, sorte a deles...
Sorte a nossa, meu irmão, de podermos contar com conexão tal. Sorte a nossa de podermos dizer "eu te amo" pra alguém com a certeza de que esse amor é incondicional, que pra esse amor não há ciúme, e que a cada "amante" que tivermos só a alegria será semeada. A cada "amante", mais história pra contar, e mais forte é essa conexão... E já é assim há algum tempo, né?
Sorte a nossa, meu irmão. Sorte a nossa...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Dicionário de Bordo
Giram os pensamentos. Vou desfocando e refocando em novos objetivos a cada dia. Pra ter é preciso fazer, não é mesmo? Dinheiro não cai do céu nem nasce em horta e todo sonho tem seu preço pra ser realizado.
Tempo? Isso pra mim nunca foi problema, sou imortal e dois minutos ou dez anos jamais me afetarão. O tempo é infinito pra mim, e por isso sinto pena de vocês, pobres mortais. Envelhecer é coisa pra quem não tem mais nada pra fazer... Pra quem ainda tem o que fazer, nunca é tarde pra nada, e sempre é cedo o bastante pra começar.
Quanto falta pra eu atingir meu objetivo final? Infinito.
Imagina atingir o grande objetivo aos 20 anos de idade? Eu pularia da primeira janela que eu visse em seguida, e estou falando sério, seríssimo.
Aparências? Só servem pra te enganar. E é claro, pra você enganar os outros também! De resto, pra nada: nada mesmo. A vida é como um grande jogo de um tabuleiro e dois dados, e as aparências são como as suas mãos: você poderia lançar os dados com a boca ou os dedos do pé, mas seria bem mais difícil. E os verdadeiros vencedores são os que sabem que o jogo não se ganha na habilidade das mãos com os dados, mas na destreza das decisões no tabuleiro.
Saudade? É inevitável e completamente controlável. Quando é incontrolável não é saudade, é incapacidade de viver sem, e "just for the record": incapacidade de viver sem algo é um perigo. É uma arma que você só deve dar pra quem tens certeza de que não vai te machucar.
Casa? A minha sempre será nas montanhas do Retiro das Pedras. O frio, a neblina, o cheiro... Mas isso não significa que eu não possa passar 20 dias ou 20 anos longe de lá.
Conceitos mudam e mudarão, mas fazem bem à mim, e é por isso que os escrevo.
Tempo? Isso pra mim nunca foi problema, sou imortal e dois minutos ou dez anos jamais me afetarão. O tempo é infinito pra mim, e por isso sinto pena de vocês, pobres mortais. Envelhecer é coisa pra quem não tem mais nada pra fazer... Pra quem ainda tem o que fazer, nunca é tarde pra nada, e sempre é cedo o bastante pra começar.
Quanto falta pra eu atingir meu objetivo final? Infinito.
Imagina atingir o grande objetivo aos 20 anos de idade? Eu pularia da primeira janela que eu visse em seguida, e estou falando sério, seríssimo.
Aparências? Só servem pra te enganar. E é claro, pra você enganar os outros também! De resto, pra nada: nada mesmo. A vida é como um grande jogo de um tabuleiro e dois dados, e as aparências são como as suas mãos: você poderia lançar os dados com a boca ou os dedos do pé, mas seria bem mais difícil. E os verdadeiros vencedores são os que sabem que o jogo não se ganha na habilidade das mãos com os dados, mas na destreza das decisões no tabuleiro.
Saudade? É inevitável e completamente controlável. Quando é incontrolável não é saudade, é incapacidade de viver sem, e "just for the record": incapacidade de viver sem algo é um perigo. É uma arma que você só deve dar pra quem tens certeza de que não vai te machucar.
Casa? A minha sempre será nas montanhas do Retiro das Pedras. O frio, a neblina, o cheiro... Mas isso não significa que eu não possa passar 20 dias ou 20 anos longe de lá.
Conceitos mudam e mudarão, mas fazem bem à mim, e é por isso que os escrevo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Sonhar Dormindo: Só Perda de Tempo
O frio lá fora corta em zero grau.
O vento bate e dói a cara de tão gelado. E gelados os corações param... E gelados os corações parariam...
Disso tudo só gosto do frio da Bud que me acompanha na jornada da madrugada. Em cada gole fico extasiado com o arrepio que me sobe em uma mistura de lembranças de momentos inesquecíveis e esperança de que meu plano "A" se concretize. Não quero nem ter plano "B", preciso que o "A" funcione - ah se meu pai me ouve dizendo isso!
Parece que quanto mais o tempo passa mais criança eu sou. Vou criando na minha cabeça certezas e cada vez mais fortalecendo a certeza de que meu lugar não é parado em lugar algum. Cada vez com mais saudade e ao mesmo tempo menos preso. Cheio de ideais e conceitos, mas vazio de limitações, é assim que agente deve se ver cada vez mais. E cada vez mais posso dizer que sou assim, e vou me tornando um cara realizado.
Quero companhia nessa jornada! Grito isso, mas ninguém me ouve. É como se eu fosse um mendigo maluco esbravejando coisas sem sentido em Downtown San Diego ou na rodoviária de BH. Assim que as pessoas me vêem de vez em quando, mas não ligo, eu sei que tenho um caminho a ser trilhado. Por mais solto que pareça, estou preso pelo coração. É como o movimento de translação: daqui a 365 dias ou 365 anos eu volto pro lugar de onde vim. E quero voltar real, inteiro, capaz, forte e o principal: melhor. Cada vez melhor! É assim que aprendi. E é assim que sou, cada dia.
Austrália, Nova Zelândia, Europa, Canadá... Sou apaixonado pelo primeiro mundo. É incrível o quanto a chance de "ser feliz" nesses lugares é maior. Queria ter nascido "gringuinho", e consequentemente queria que meus filhos pudessem ter essa oportunidade. Mas será que todo pai tem isso? Vontade de ver no filho o que ele não pôde ser? Acho que sim... Conheço tantos exemplos disso, e começo a entender. Mas isso é egoísmo em excesso. Conheço meu pai, e sei que ele já deve ter se questionado esse tipo de coisa, mas esperto que é, percebeu que tudo o que devemos desejar pr'aqueles que amamos é felicidade. E felicidade é a coisa mais subjetiva do mundo! E é isso que faz eu ter as mesmas chances de "ser feliz" do que qualquer um! "Ser feliz" é algo que está ao meu alcance, e sou feliz só de saber isso.
A mensagem que carrego pra esse mundo é só essa mesmo: ser em você o que te faz melhor. Curtir com aqueles que te fazem melhor. Descartar da vida aqueles que te fazem pior. Saber, todo dia, que de noite você pode não estar mais aqui, mas se estiver, que esteja melhor, esteja maior do que acordou. Dormir melhor do que dormiu ontem, acordar melhor do que já sonhaste algum dia. E sonhar acordado, não sonhar dormindo pois é perda de tempo. Só perda de tempo.
O vento bate e dói a cara de tão gelado. E gelados os corações param... E gelados os corações parariam...
Disso tudo só gosto do frio da Bud que me acompanha na jornada da madrugada. Em cada gole fico extasiado com o arrepio que me sobe em uma mistura de lembranças de momentos inesquecíveis e esperança de que meu plano "A" se concretize. Não quero nem ter plano "B", preciso que o "A" funcione - ah se meu pai me ouve dizendo isso!
Parece que quanto mais o tempo passa mais criança eu sou. Vou criando na minha cabeça certezas e cada vez mais fortalecendo a certeza de que meu lugar não é parado em lugar algum. Cada vez com mais saudade e ao mesmo tempo menos preso. Cheio de ideais e conceitos, mas vazio de limitações, é assim que agente deve se ver cada vez mais. E cada vez mais posso dizer que sou assim, e vou me tornando um cara realizado.
Quero companhia nessa jornada! Grito isso, mas ninguém me ouve. É como se eu fosse um mendigo maluco esbravejando coisas sem sentido em Downtown San Diego ou na rodoviária de BH. Assim que as pessoas me vêem de vez em quando, mas não ligo, eu sei que tenho um caminho a ser trilhado. Por mais solto que pareça, estou preso pelo coração. É como o movimento de translação: daqui a 365 dias ou 365 anos eu volto pro lugar de onde vim. E quero voltar real, inteiro, capaz, forte e o principal: melhor. Cada vez melhor! É assim que aprendi. E é assim que sou, cada dia.
Austrália, Nova Zelândia, Europa, Canadá... Sou apaixonado pelo primeiro mundo. É incrível o quanto a chance de "ser feliz" nesses lugares é maior. Queria ter nascido "gringuinho", e consequentemente queria que meus filhos pudessem ter essa oportunidade. Mas será que todo pai tem isso? Vontade de ver no filho o que ele não pôde ser? Acho que sim... Conheço tantos exemplos disso, e começo a entender. Mas isso é egoísmo em excesso. Conheço meu pai, e sei que ele já deve ter se questionado esse tipo de coisa, mas esperto que é, percebeu que tudo o que devemos desejar pr'aqueles que amamos é felicidade. E felicidade é a coisa mais subjetiva do mundo! E é isso que faz eu ter as mesmas chances de "ser feliz" do que qualquer um! "Ser feliz" é algo que está ao meu alcance, e sou feliz só de saber isso.
A mensagem que carrego pra esse mundo é só essa mesmo: ser em você o que te faz melhor. Curtir com aqueles que te fazem melhor. Descartar da vida aqueles que te fazem pior. Saber, todo dia, que de noite você pode não estar mais aqui, mas se estiver, que esteja melhor, esteja maior do que acordou. Dormir melhor do que dormiu ontem, acordar melhor do que já sonhaste algum dia. E sonhar acordado, não sonhar dormindo pois é perda de tempo. Só perda de tempo.
sábado, 17 de janeiro de 2009
A Previsão do Tempo
Queria voar... E posso.
A previsão é de clima depressivo para essa próxima semana.
A massa de solidão que se aproxima de Orlando parece ser inevitável. Os controladores já tentaram rebatê-la mas não são fortes o bastante - e eu nem esperava que fossem.
Hoje foi cansativo. Divertido, produtivo, mas cansativo. Quem dera todos pudessem dizer o mesmo que eu. E por falar em "eu", me sinto impotente. Sem o que fazer pra mudar a situação. E nem quero desgastar o que é eterno. Eternidade é o que quero pra minhas amizades, e principalmente pr'aquelas amizades que considero até familiares. Tudo o que eu não quero é desgastá-las... Saibam disso, meus irmãos.
A previsão do tempo é como o momento em que você fecha o cinto de segurança de uma montanha russa: não há mais o que fazer, só se preparar para o que há por vir... E é isso que estou tentando fazer: me preparar. Posso comparar a previsão do tempo com um salto de bungee jump também: que você sabe que não vai cair lá em baixo e morrer, mas o medo é independente da sua consciência.
Meu trabalho é operar um "Slingshot", um brinquedo que é a mistura de uma montanha russa com um bungee jump. Sempre fico brincando com os clientes e com suas expectativas e medos. Acho que conheço bem o sentimento que precede a loucura, a espera do inesperável. A tensão. O medo. Enfim: já fiz em mim a preparação pra uma semana de tempestades psicológicas.
O que eu posso fazer? Segurar firme e esperar o futuro!
Here we go dude!
A previsão é de clima depressivo para essa próxima semana.
A massa de solidão que se aproxima de Orlando parece ser inevitável. Os controladores já tentaram rebatê-la mas não são fortes o bastante - e eu nem esperava que fossem.
Hoje foi cansativo. Divertido, produtivo, mas cansativo. Quem dera todos pudessem dizer o mesmo que eu. E por falar em "eu", me sinto impotente. Sem o que fazer pra mudar a situação. E nem quero desgastar o que é eterno. Eternidade é o que quero pra minhas amizades, e principalmente pr'aquelas amizades que considero até familiares. Tudo o que eu não quero é desgastá-las... Saibam disso, meus irmãos.
A previsão do tempo é como o momento em que você fecha o cinto de segurança de uma montanha russa: não há mais o que fazer, só se preparar para o que há por vir... E é isso que estou tentando fazer: me preparar. Posso comparar a previsão do tempo com um salto de bungee jump também: que você sabe que não vai cair lá em baixo e morrer, mas o medo é independente da sua consciência.
Meu trabalho é operar um "Slingshot", um brinquedo que é a mistura de uma montanha russa com um bungee jump. Sempre fico brincando com os clientes e com suas expectativas e medos. Acho que conheço bem o sentimento que precede a loucura, a espera do inesperável. A tensão. O medo. Enfim: já fiz em mim a preparação pra uma semana de tempestades psicológicas.
O que eu posso fazer? Segurar firme e esperar o futuro!
Here we go dude!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Cheio de Fraquezas
A noite de sexta-feira de um brasileiro que está na terra do Tio Sam não poderia ser mais melancólica: na cama, cansado, escrevendo textos pro meu blog... Mas se eu acrescentar algumas informações a perspectiva se torna outra: sou um brasileiro que está na terra do Tio Sam para trabalhar em tempos de crise econômica mundial. É duro!
Eu tenho um emprego. Essa informação só não vem com mais empolgação pois nem todos os meus comparsas podem dizer o mesmo.
Eu estou trabalhando quase 10 horas todos os dias. Essa informação só não vem com mais alegria pois só recebo por todas essas horas daqui a duas semanas.
Eu tenho um cartão de crédito estourado - e a ser pago em reais. E essa informação só não vem com mais tristeza pelos fatores relacionados acima.
A vida é assim mesmo. E eu não esperava nada mais do que isso. Eu não sou um reclamão. Quando choro, choro porque sou fraco, ou porque é hora de chorar mesmo. Ou talvez porque não tenho (tanta) vergonha de chorar. Quando dou gargalhada, é porque eu mereço, e acho que mereço todo dia.
Rotina? Não gosto muito não, mas vou fazer esse sacrifício. Sacrifico meu presente pelo meu futuro, só espero que o tempo passe rápido e os frutos venham fartos. Mas quem vive pensando muito no futuro vira escravo do presente né? Eu sempre fui defensor dessa frase e ainda sou, mas agora estou sendo fraco... Meus ideais são fortes mas talvez meus músculos e a minha coragem nem tanto.
Sem poder: É assim que eu devo me sentir nesse momento.
Sem liberdade: É assim que é a vida algumas vezes.
Sem companhia: É assim que eu sei que nunca vou ficar!
Esse foi o depoimento de um ser incompleto, em falta de capacidades e farto de vontades.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Orlando
Roda a roleta.
O santo é forte.
Jogo no treze, treze preto.
As ruas, mais iluminadas. As cabeças, um pouco menos agitadas.
Atiro pra cima, direto pro céu. Desafio a gravidade. E coitado desse tal Newton, tentar criar uma lei que vale no mundo inteiro. Não há lei Universal, e a tal alegria mora no improvável - lembrem-se crianças, não tentem fazer isso em casa.
A cama desfeita, mas sem ninguém. A TV acesa, a mente apagada. Há alguém na escada, em baixo da escada, vibrante, calada... Safada! Saia já daí, volte para a cama. Só uma vez, vai, diz que me ama! Que amor que nada, tô aqui pela fama. Eu sei, dizes isso, mas quando me viro te vejo na lama.
O vento bateu, e te adormeceu... Valeu? É teu? Pô, meu coração é meu. Só meu.
Que rato é aquele mesmo? Acho que o vi na TêVê. Pego de volta o meu Disco predileto e ponho a rodar, e rodar, e rodar... no céu! Lá no alto. E eu é que controlo. É isso que eu faço... Pra viver, pra segurar as pontas e os pontos se ligam e desligam que é pr'eu desenhar.
E assim os pontos se ligam e desligam, que é pr'eu desenhar... Que é pr'eu desenhar.
O santo é forte.
Jogo no treze, treze preto.
As ruas, mais iluminadas. As cabeças, um pouco menos agitadas.
Atiro pra cima, direto pro céu. Desafio a gravidade. E coitado desse tal Newton, tentar criar uma lei que vale no mundo inteiro. Não há lei Universal, e a tal alegria mora no improvável - lembrem-se crianças, não tentem fazer isso em casa.
A cama desfeita, mas sem ninguém. A TV acesa, a mente apagada. Há alguém na escada, em baixo da escada, vibrante, calada... Safada! Saia já daí, volte para a cama. Só uma vez, vai, diz que me ama! Que amor que nada, tô aqui pela fama. Eu sei, dizes isso, mas quando me viro te vejo na lama.
O vento bateu, e te adormeceu... Valeu? É teu? Pô, meu coração é meu. Só meu.
Que rato é aquele mesmo? Acho que o vi na TêVê. Pego de volta o meu Disco predileto e ponho a rodar, e rodar, e rodar... no céu! Lá no alto. E eu é que controlo. É isso que eu faço... Pra viver, pra segurar as pontas e os pontos se ligam e desligam que é pr'eu desenhar.
E assim os pontos se ligam e desligam, que é pr'eu desenhar... Que é pr'eu desenhar.
O Nosso Recado
Bobo, cego, lerdo, palhaço, inteligente. Carente?
Talvez.
E vez
e outra sempre lembrei.
Mas sem aperto, sem amor.
Ah, mas reviveu. Reviverá! Por favor...
Para o alto e avante! Para frente e com alma. Um pouco mais de alma... Será possível?
Um pouco mais de alma. E será que esse mundo algum dia vai entender o nosso recado?
Um pouco mais de alma é só o que eu quero pra esse mundo cheio de superfície e vazio de essência. E essência, meus caros: é essencial!
Essencial...
Talvez.
E vez
e outra sempre lembrei.
Mas sem aperto, sem amor.
Ah, mas reviveu. Reviverá! Por favor...
Para o alto e avante! Para frente e com alma. Um pouco mais de alma... Será possível?
Um pouco mais de alma. E será que esse mundo algum dia vai entender o nosso recado?
Um pouco mais de alma é só o que eu quero pra esse mundo cheio de superfície e vazio de essência. E essência, meus caros: é essencial!
Essencial...
As Saudades Que Eu Nem Sabia Sentir (Deja Vois)
Abra os olhos. Feche-os e abra novamente. O que vê? A mesma coisa? Talvez não... Essa é a minha situação.
Parece que foi ontem. Parece que foi hoje. Pensei que não iriam lembrar de mim, mas me enganei. E o sentimento de ser lembrado é tão agradável, é como achar aquela nota de cinqüenta reais escondida na carteira... Ou talvez até melhor! Sabe tudo o que eu disse de vida nova? Pois é: vem acontecendo. Mal cheguei e respiro o ar da solução.
Matando as saudades que eu nem sabia sentir, é assim que eu descreveria. Linda. Tudo aqui parece de mentira, mas é verdade. Me belisca? Nem precisa, é só eu abrir a carteira e sei que é verdade - hehehe. Não quero dormir. Quero passar dia e noite só olhando pra esse paraíso, revendo rostos e lugares, revivendo sentimentos e olhares. Estou apaixonado.
Paixão é isso, não é? Quando você não sabe pensar o que sente, só sabe sentir o que pensa. Quando quer se expressar mas perde o ar e não pode se pronunciar. Despos se recupera e dispara a falar... Com ou sem nexo, mas começo a falar, lembrar, amar... Entendeu? É bem complicado... Mas sempre ouvi dizer que paixão era complicado mesmo.
Olha, poderia ficar dias escrevendo sobre tudo isso aqui... Aliás é tudo que eu mais quero agora, mas não posso, tenho que trabalhar amanhã! 'Pera aí, eu acabei de dizer "trabalhar"? Ah, nem acredito! - E no mais, se eu escrevesse tudo o que quero agora, não haverá ser humano nesse mundo com paciência pra ler tudo, então: adeus.
Dormirei com os anjos, pois eles agora estão comigo. Conspirando ao meu favor.
Parece que foi ontem. Parece que foi hoje. Pensei que não iriam lembrar de mim, mas me enganei. E o sentimento de ser lembrado é tão agradável, é como achar aquela nota de cinqüenta reais escondida na carteira... Ou talvez até melhor! Sabe tudo o que eu disse de vida nova? Pois é: vem acontecendo. Mal cheguei e respiro o ar da solução.
Matando as saudades que eu nem sabia sentir, é assim que eu descreveria. Linda. Tudo aqui parece de mentira, mas é verdade. Me belisca? Nem precisa, é só eu abrir a carteira e sei que é verdade - hehehe. Não quero dormir. Quero passar dia e noite só olhando pra esse paraíso, revendo rostos e lugares, revivendo sentimentos e olhares. Estou apaixonado.
Paixão é isso, não é? Quando você não sabe pensar o que sente, só sabe sentir o que pensa. Quando quer se expressar mas perde o ar e não pode se pronunciar. Despos se recupera e dispara a falar... Com ou sem nexo, mas começo a falar, lembrar, amar... Entendeu? É bem complicado... Mas sempre ouvi dizer que paixão era complicado mesmo.
Olha, poderia ficar dias escrevendo sobre tudo isso aqui... Aliás é tudo que eu mais quero agora, mas não posso, tenho que trabalhar amanhã! 'Pera aí, eu acabei de dizer "trabalhar"? Ah, nem acredito! - E no mais, se eu escrevesse tudo o que quero agora, não haverá ser humano nesse mundo com paciência pra ler tudo, então: adeus.
Dormirei com os anjos, pois eles agora estão comigo. Conspirando ao meu favor.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Pôr-do-sol
O sol se põe. A metáfora perfeita. É o fim de um início acidentado. Ou mais do que isso: na terra do "sol ponente" o sol nem se abriu direito pra nós, só se pôs. O "California Sunset" foi indescritível - que novidade!
A novidade não está no "fim", nem na metáfora e muito menos na beleza de um pôr-do-sol no ponto pacífico austral da terra do Tio Sam. A novidade está no adeus. Isso mesmo: "Tchau cali, foi um prazer conhecê-la!" Vou viver um deja vois quase que permanente: estou indo de volta a um passado recente, a Flórida.
Explico: é que por aqui as coisas não estão - e nunca estiveram - nada fáceis. No trabalho, pouco vimos o famoso "faz-me rir", e sem as verdinhas na América não dá né? Alguns telefonemas e o veredicto: a roleta rodará pros cantos de lá.
Por lá já tive afetos e desafetos. Amores e muita diversão, e a tal expectativa bate à minha porta novamente. O que fazer? Se segurar. Agora é hora de colocar os pés no chão e concentrar no trabalho. Me preparar pra matar no peito a responsabilidade de liderar o grupo por minha experiência e por meus contatos na região. Não vai ser moleza não. Mas nem passa pela minha cabeça que será. Quero de volta pra mim aquela paz, e preciso lutar por ela. Agora eu vou vencer!
De San Diego, vou sentir falta sim. Das noites frias que passamos, das horas perdidas dentro dos ônibus, das rodas de viola e principalmente desse pôr-do-sol inacreditável. Prometo que voltarei, mas pra viver por outra perspectiva. Pra curtir tudo o que há de bom e ser inatingível por tudo o que há de ruim.
Arrumarei minhas malas e direi adeus à um pedaço da minha vida que não foi da maneira que eu esperava, mas é isso que nos constrói. É a escuridão que nos faz valorizar os dias claros. E são os apagões que nos fazem apreciar a lua e as estrelas. Digo isso e repito, pois quando o sol parar de se pôr pra começar a nascer os dias serão mais claros. É no leste que o sol nasce e é pra lá que eu vou. "E se quiser saber pra onde eu vou: pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou."
Aqui de novo, só com o sol à pino. Adeus, minha querida. Adeus.
A novidade não está no "fim", nem na metáfora e muito menos na beleza de um pôr-do-sol no ponto pacífico austral da terra do Tio Sam. A novidade está no adeus. Isso mesmo: "Tchau cali, foi um prazer conhecê-la!" Vou viver um deja vois quase que permanente: estou indo de volta a um passado recente, a Flórida.
Explico: é que por aqui as coisas não estão - e nunca estiveram - nada fáceis. No trabalho, pouco vimos o famoso "faz-me rir", e sem as verdinhas na América não dá né? Alguns telefonemas e o veredicto: a roleta rodará pros cantos de lá.
Por lá já tive afetos e desafetos. Amores e muita diversão, e a tal expectativa bate à minha porta novamente. O que fazer? Se segurar. Agora é hora de colocar os pés no chão e concentrar no trabalho. Me preparar pra matar no peito a responsabilidade de liderar o grupo por minha experiência e por meus contatos na região. Não vai ser moleza não. Mas nem passa pela minha cabeça que será. Quero de volta pra mim aquela paz, e preciso lutar por ela. Agora eu vou vencer!
De San Diego, vou sentir falta sim. Das noites frias que passamos, das horas perdidas dentro dos ônibus, das rodas de viola e principalmente desse pôr-do-sol inacreditável. Prometo que voltarei, mas pra viver por outra perspectiva. Pra curtir tudo o que há de bom e ser inatingível por tudo o que há de ruim.
Arrumarei minhas malas e direi adeus à um pedaço da minha vida que não foi da maneira que eu esperava, mas é isso que nos constrói. É a escuridão que nos faz valorizar os dias claros. E são os apagões que nos fazem apreciar a lua e as estrelas. Digo isso e repito, pois quando o sol parar de se pôr pra começar a nascer os dias serão mais claros. É no leste que o sol nasce e é pra lá que eu vou. "E se quiser saber pra onde eu vou: pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou."
Aqui de novo, só com o sol à pino. Adeus, minha querida. Adeus.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
09/01 é 01/09!
Hoje. Hoje completo 21 anos de existência nesse planeta. Pago por meus pecados, recebo por meus acertos. E como andei errando mais do que acertando... estou no vermelho. Mas amanhã há de ser um novo dia. Será. Será?
A mente? Mais atordoada do que nunca.
Aquele lance da "expectativa que precede decepção". Eu pego pra ler os meus próprios textos de uns dias atrás e me sinto um verdadeiro Nostradamus. Nostradamus que nada rapaz! É a prova da verdade. É a prova da saudade. É a prova de que expectativa é um mal incurável do qual temos que nos prevenir. Criei até uma fórmula matemática, e nela E (expectativa) é diretamente proporcional a D (decepção).
Não é que tá ruim, é que poderia estar melhor, sabe? Ruim, ruim mesmo, tá pra quem passa fome, não tem amor... Não tem a família maravilhosa que eu tenho! Minha família é incrível. Cada um com um cérebro mais fascinante. E sabe o melhor? Todo dia cresce... Meu coração é maior do que o "de mãe". Cabem sempre mais 10... Sempre.
Por aqui, meus amigos: tranqüilo. Não vou dizer que está fácil não. Eu nunca fui mentiroso, fui? Por mais arrogante, ignorante, estúpido que eu possa ser, tenha certeza, se há algo que eu valorizo nessa vida é a verdade. Isso eu aprendi do meu velho pai que aprendeu do meu velho vô. Ah, vô! É um sábio. Será que o avô de todo mundo é assim? Eu duvido. No olhar dele - algumas vezes arrogante, eu confesso - sente-se verdade. É como se ele transbordasse uma obrigação de ser verdadeiro. Isso é o que eu sinto... não sei de vocês! Ah, vô, se eu tivesse um décimo dessa sua sabedoria sabe-se lá o que seria desse mundo!
Mas como eu ia dizendo: por aqui, tudo tranquilo. Ainda não tenho certeza do que eu quero pra esse meu breve futuro nos EUA, mas vá... Eu nunca tive certeza de nada nessa vida! Os dias aqui são curtos no céu e longos no relógio. Amanhece às 8 da manhã e escurece 4 da tarde... E quando o sol se vai o frio vem. Bate no peito, destemido.
E destemido não sou eu. Quem me conhece sabe que desde pequeno tenho medo de altura, de escuro e até mesmo de formiga... Sou tão medroso que estou até fugindo. E acho que vou viver fugindo... E morrer fugindo! A fuga faz parte do meu show. É o palco perfeito pra quem sempre foi meio (muito) medroso.
Um grande abraço, meus amigos, meus amores.
Minhas dores, saibam que são suas também. Quer vocês queiram ou não. Mas minhas alegrias também. Meus amores, esses são só meus. Seus. Zeus.
9 de janeiro de 2009: eu quero lembrar desse dia.
Ah, e só pra justificar o título: 09/01 é 01/09 por aqui, e pra quem não sabe, 01/09 é o aniversário de um dos meus favoritos nesse mundão. Saudades!
Abraço pra quem é de abraço, e muitos beijos pra quem merece.
"I've got a feeling, a feeling deep inside! I've got a feeling, a feeling that I can't hide!"
A mente? Mais atordoada do que nunca.
Aquele lance da "expectativa que precede decepção". Eu pego pra ler os meus próprios textos de uns dias atrás e me sinto um verdadeiro Nostradamus. Nostradamus que nada rapaz! É a prova da verdade. É a prova da saudade. É a prova de que expectativa é um mal incurável do qual temos que nos prevenir. Criei até uma fórmula matemática, e nela E (expectativa) é diretamente proporcional a D (decepção).
Não é que tá ruim, é que poderia estar melhor, sabe? Ruim, ruim mesmo, tá pra quem passa fome, não tem amor... Não tem a família maravilhosa que eu tenho! Minha família é incrível. Cada um com um cérebro mais fascinante. E sabe o melhor? Todo dia cresce... Meu coração é maior do que o "de mãe". Cabem sempre mais 10... Sempre.
Por aqui, meus amigos: tranqüilo. Não vou dizer que está fácil não. Eu nunca fui mentiroso, fui? Por mais arrogante, ignorante, estúpido que eu possa ser, tenha certeza, se há algo que eu valorizo nessa vida é a verdade. Isso eu aprendi do meu velho pai que aprendeu do meu velho vô. Ah, vô! É um sábio. Será que o avô de todo mundo é assim? Eu duvido. No olhar dele - algumas vezes arrogante, eu confesso - sente-se verdade. É como se ele transbordasse uma obrigação de ser verdadeiro. Isso é o que eu sinto... não sei de vocês! Ah, vô, se eu tivesse um décimo dessa sua sabedoria sabe-se lá o que seria desse mundo!
Mas como eu ia dizendo: por aqui, tudo tranquilo. Ainda não tenho certeza do que eu quero pra esse meu breve futuro nos EUA, mas vá... Eu nunca tive certeza de nada nessa vida! Os dias aqui são curtos no céu e longos no relógio. Amanhece às 8 da manhã e escurece 4 da tarde... E quando o sol se vai o frio vem. Bate no peito, destemido.
E destemido não sou eu. Quem me conhece sabe que desde pequeno tenho medo de altura, de escuro e até mesmo de formiga... Sou tão medroso que estou até fugindo. E acho que vou viver fugindo... E morrer fugindo! A fuga faz parte do meu show. É o palco perfeito pra quem sempre foi meio (muito) medroso.
Um grande abraço, meus amigos, meus amores.
Minhas dores, saibam que são suas também. Quer vocês queiram ou não. Mas minhas alegrias também. Meus amores, esses são só meus. Seus. Zeus.
9 de janeiro de 2009: eu quero lembrar desse dia.
Ah, e só pra justificar o título: 09/01 é 01/09 por aqui, e pra quem não sabe, 01/09 é o aniversário de um dos meus favoritos nesse mundão. Saudades!
Abraço pra quem é de abraço, e muitos beijos pra quem merece.
"I've got a feeling, a feeling deep inside! I've got a feeling, a feeling that I can't hide!"
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Relatos de Um Passeio Sul Californiano
O destino? Pacific Beach (ou P.B.) - só pra situar o leitor: estamos morando em Imperial Beach, que é colado na fronteira com o México e P.B. é bem ao norte, tenho que pegar 2 ônibus e um trem - mas tempo não é o problema.
Antes de sair tentei convencer algum de meus comparsas a ir comigo, mas ninguém se habilitou. Como gosto da noite e a solidão é como energia pra minha mente, coloquei o meu melhor casaco, a tôca, duas calças e toquei pro ponto.
Estava nas ruas de San Diego mais uma vez só... Quer dizer, acompanhado do meu parceiro predileto: o meu Ipod. A trilha sonora variava nas mais de 3600 músicas, e me pus uma regra: não vale trocar de faixa - cabeça vazia é assim mesmo.
Esperando o primeiro ônibus, Los Lonely Boys soava como a introdução perfeita pra um "rolê" casual nas ruas mexicamericanas do sul californiano. Entrei no ônibus e pratiquei um pouco do meu espanhol com o vizinho de assento. Achei que tinha perdido o ponto do Trolley - é como chama o trem da cidade - mas não, tava tudo certo.
Chega o trem e a trilha sonora agora é rap tupiniquim, que me fez lembrar o que o meu país tem de mais triste, enquanto eu era rodeado por imagens do que a terra do Tio Sam tem de mais brasileiro. Acredite em mim: as ruas de algumas regiões de Downtown San Diego mais parecem grandes acampamentos do MST em pleno perímetro urbano - tudo isso aqui: na "Terra da Oportunidade". É triste o mundo. É cru e cruel assim, mas a realidade faz bem pra quem já andou reclamando de barriga cheia.
Desci do Trolley e fazia contas dos meus poucos dólares enquanto esperava o ônibus que chegaria finalmente à P.B. Vi no ponto um rosto familiar, era mais uma "brasuca" na califa - normal. Não a conhecia não, mas digo familiar porque são nesses momentos que agente entende o significado da palavra "nação". Por mais miscigenado que o nosso povo seja, brasileira tem cara de brasileira, seja preta, japonesa ou loira - felizmente era do tipo que eu mais curto.
Entrei no ônibus e me deparei com mais alguns e algumas brasucas, logo alguém puxa o papo e pronto: Little Brazil is happening. Telefones trocados e churrasco marcado pra Quarta-feira - é incrível como as pessoas ficam mais abertas por aqui.
Desci já satisfeito com os frutos do meu passeio pela cidade mas a barriga estava vazia e tive que parar para abastecê-la. Só os "drive-thru's" estavam abertos, e bobo que não sou, meti a minha cara desmotorizada na janelinha do mexicano que a atendia - ah, ainda não comentei isso no blog, mas a língua oficial dentro de cozinhas de fast food por aqui não tem nada a ver com inglês, é espanhol e de bigode.
Eu tentei fazer o pedido enquanto esquentava as minhas mãos nos bolsos da calça, mas o camarada que me atendia endoidou o cabeção: disse que só me atenderia se eu tirasse as mãos do bolso! Pô, eu sei que tenho sotaque de brasuca e barba por fazer, mas não achei que tinha cara de assaltante de restaurante fast food. Bom, cultura é cultura e eu prontamente atendi ao pedido daquele rapaz, tirei as mãos do bolso e peguei meu frango frito. Mas o meu pedido veio errado, e quando eu voltei pra reclamar ele quase chamou a polícia pra me prender! Loucura né?
A bateria do meu parceiro estava pra acabar e a minha cabeça já mentalizava o meu colchãozinho, então peguei o Trolley rumo ao meu "lar (nem tão) doce lar". No caminho de volta, rock'n'roll do Jet pra fazer a viagem passar mais rápido. Dois quarteirões antes de chegar em casa a bateria do meu Ipod se esgotou de vez, me poupando o trabálho de desligá-lo e me trazendo um sorriso meio bobo de quem acredita em destino.
Chegando em casa piadinhas tradicionais. O mal humor bem humorado dos meus colegas de quarto. A turma foi dormir e eu vim aqui relatar o meu passeio (nada) convencional.
Boa Noite,
"and you stay classy San Diego!"
Antes de sair tentei convencer algum de meus comparsas a ir comigo, mas ninguém se habilitou. Como gosto da noite e a solidão é como energia pra minha mente, coloquei o meu melhor casaco, a tôca, duas calças e toquei pro ponto.
Estava nas ruas de San Diego mais uma vez só... Quer dizer, acompanhado do meu parceiro predileto: o meu Ipod. A trilha sonora variava nas mais de 3600 músicas, e me pus uma regra: não vale trocar de faixa - cabeça vazia é assim mesmo.
Esperando o primeiro ônibus, Los Lonely Boys soava como a introdução perfeita pra um "rolê" casual nas ruas mexicamericanas do sul californiano. Entrei no ônibus e pratiquei um pouco do meu espanhol com o vizinho de assento. Achei que tinha perdido o ponto do Trolley - é como chama o trem da cidade - mas não, tava tudo certo.
Chega o trem e a trilha sonora agora é rap tupiniquim, que me fez lembrar o que o meu país tem de mais triste, enquanto eu era rodeado por imagens do que a terra do Tio Sam tem de mais brasileiro. Acredite em mim: as ruas de algumas regiões de Downtown San Diego mais parecem grandes acampamentos do MST em pleno perímetro urbano - tudo isso aqui: na "Terra da Oportunidade". É triste o mundo. É cru e cruel assim, mas a realidade faz bem pra quem já andou reclamando de barriga cheia.
Desci do Trolley e fazia contas dos meus poucos dólares enquanto esperava o ônibus que chegaria finalmente à P.B. Vi no ponto um rosto familiar, era mais uma "brasuca" na califa - normal. Não a conhecia não, mas digo familiar porque são nesses momentos que agente entende o significado da palavra "nação". Por mais miscigenado que o nosso povo seja, brasileira tem cara de brasileira, seja preta, japonesa ou loira - felizmente era do tipo que eu mais curto.
Entrei no ônibus e me deparei com mais alguns e algumas brasucas, logo alguém puxa o papo e pronto: Little Brazil is happening. Telefones trocados e churrasco marcado pra Quarta-feira - é incrível como as pessoas ficam mais abertas por aqui.
Desci já satisfeito com os frutos do meu passeio pela cidade mas a barriga estava vazia e tive que parar para abastecê-la. Só os "drive-thru's" estavam abertos, e bobo que não sou, meti a minha cara desmotorizada na janelinha do mexicano que a atendia - ah, ainda não comentei isso no blog, mas a língua oficial dentro de cozinhas de fast food por aqui não tem nada a ver com inglês, é espanhol e de bigode.
Eu tentei fazer o pedido enquanto esquentava as minhas mãos nos bolsos da calça, mas o camarada que me atendia endoidou o cabeção: disse que só me atenderia se eu tirasse as mãos do bolso! Pô, eu sei que tenho sotaque de brasuca e barba por fazer, mas não achei que tinha cara de assaltante de restaurante fast food. Bom, cultura é cultura e eu prontamente atendi ao pedido daquele rapaz, tirei as mãos do bolso e peguei meu frango frito. Mas o meu pedido veio errado, e quando eu voltei pra reclamar ele quase chamou a polícia pra me prender! Loucura né?
A bateria do meu parceiro estava pra acabar e a minha cabeça já mentalizava o meu colchãozinho, então peguei o Trolley rumo ao meu "lar (nem tão) doce lar". No caminho de volta, rock'n'roll do Jet pra fazer a viagem passar mais rápido. Dois quarteirões antes de chegar em casa a bateria do meu Ipod se esgotou de vez, me poupando o trabálho de desligá-lo e me trazendo um sorriso meio bobo de quem acredita em destino.
Chegando em casa piadinhas tradicionais. O mal humor bem humorado dos meus colegas de quarto. A turma foi dormir e eu vim aqui relatar o meu passeio (nada) convencional.
Boa Noite,
"and you stay classy San Diego!"
domingo, 4 de janeiro de 2009
O Céu
O céu é um só mas as aspirações e inspirações são mil...
Será mesmo que o céu é um só? Eu não teria tanta certeza.
Quem já foi à "Praça do Sol" e passou horas a ver estrelas cadentes sabe que não há céu como aquele. Eu ainda sou portador de um privilégio maior ainda, pois já vi um dos céus mais impressionantes do mundo em meio ao deserto de sal da Bolívia. Parece até que são fogos de artifício.
Quem falou em artifício? É natural. É natureza. É fenomenal.
Nada de artifício. É obra do que uns chamam de Deus e outros de Universo. É o que liga todos nós. É a conexão wireless disponível só pra quem tem um algo a mais.
O céu é o maior roteador do mundo, e eu já me liguei daqui nas estrelas, de Orlando à Beagá, Rio de Janeiro à San Diego, Buenos Aires a São Paulo e digo mais: o céu é o limite.
Ando andando pelo mundo e toda vez que me sinto fora do que posso chamar de "lar", logo me ligo às estrelas e me encontro.
Me encontrei mais uma vez.
"Hey Ms. Sunshine! Why don't you come on down, and raise upon the sky, tonight!?"
Quem quer limite nessa vida? Eu não.
Será mesmo que o céu é um só? Eu não teria tanta certeza.
Quem já foi à "Praça do Sol" e passou horas a ver estrelas cadentes sabe que não há céu como aquele. Eu ainda sou portador de um privilégio maior ainda, pois já vi um dos céus mais impressionantes do mundo em meio ao deserto de sal da Bolívia. Parece até que são fogos de artifício.
Quem falou em artifício? É natural. É natureza. É fenomenal.
Nada de artifício. É obra do que uns chamam de Deus e outros de Universo. É o que liga todos nós. É a conexão wireless disponível só pra quem tem um algo a mais.
O céu é o maior roteador do mundo, e eu já me liguei daqui nas estrelas, de Orlando à Beagá, Rio de Janeiro à San Diego, Buenos Aires a São Paulo e digo mais: o céu é o limite.
Ando andando pelo mundo e toda vez que me sinto fora do que posso chamar de "lar", logo me ligo às estrelas e me encontro.
Me encontrei mais uma vez.
"Hey Ms. Sunshine! Why don't you come on down, and raise upon the sky, tonight!?"
Quem quer limite nessa vida? Eu não.
Explicações e Indicações
Mais uma vez sobra o espaço para más interpretações.
Tenho de dizer: isso já está me dando nos nervos! Quem conta um conto aumenta um ponto e quem aumenta um ponto cria outro conto, não é mesmo?
Sofrimento, saudade, alegria, dor, amor, amizade, compaixão... Quantos sentimentos eu vou ter de descrever, um por um, com palavras escritas, para que não me levem a mal? Não haveriam Aurélios suficientes pra suprir essa necessidade... Ainda restariam brechas na riquíssima língua portuguesa!
Então eu peço aos pessimistas de plantão e às más línguas da boca pequena: entendam. Isso mesmo: entendam! Saibam que aos poucos tudo se encaixa e que altos e baixos fazem parte da vida humana. Saibam que energia negativa é muito ruim - e principalmente pra quem transmite.
Por outro lado faço um pedido diferente: não entendam e nem tentem entender! Cada situação é única e pertence exclusivamente a quem as vive.
Deixo esse paradoxo pra que mais uma vez, você leitor, interprete e perceba qual é a verdadeira mensagem.
"Todo homem tem o direito de decidir seu próprio destino."
Tenho de dizer: isso já está me dando nos nervos! Quem conta um conto aumenta um ponto e quem aumenta um ponto cria outro conto, não é mesmo?
Sofrimento, saudade, alegria, dor, amor, amizade, compaixão... Quantos sentimentos eu vou ter de descrever, um por um, com palavras escritas, para que não me levem a mal? Não haveriam Aurélios suficientes pra suprir essa necessidade... Ainda restariam brechas na riquíssima língua portuguesa!
Então eu peço aos pessimistas de plantão e às más línguas da boca pequena: entendam. Isso mesmo: entendam! Saibam que aos poucos tudo se encaixa e que altos e baixos fazem parte da vida humana. Saibam que energia negativa é muito ruim - e principalmente pra quem transmite.
Por outro lado faço um pedido diferente: não entendam e nem tentem entender! Cada situação é única e pertence exclusivamente a quem as vive.
Deixo esse paradoxo pra que mais uma vez, você leitor, interprete e perceba qual é a verdadeira mensagem.
"Todo homem tem o direito de decidir seu próprio destino."
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Toc, toc, toc
O ano vem, tanto avisou que chegou.
De um jeito meio ingrato, eu confesso, mas chegou.
Hoje não me aguentei de saudades e fui dar um passeio pra procurar uma energia que me falta. Fui só... E confesso que apesar de estar sempre acompanhado, muitas vezes me sinto só. Chorei por dentro. Tentei matar as saudades com lembranças e uma rua escura. E por algumas vezes lembrei de uma das frases que mais gosto, de uma canção inglesa, que diz mais ou menos assim: "esse 'apagão' só nos ajuda a lebrar do quanto amamos as noites estreladas".
Pra gostar tanto dessa frase é preciso entrar dentro dela... E eu só conheço uma pessoa que faz isso tão bem quanto eu... Sinto saudades.
Fui a beira da praia e olhei pra cima. Vi no céu o que quero pra mim. Vi as estrelas que tanto gosto... Ouvi a imensidão do mar. É uma metáfora tão concreta pra mim que prefiro nem descrevê-la.
Saudades do céu e do mar do hemisfério sul. Das estrelas e dos apagões. Mas dessa vez não quero voltar no tempo, quero progredir, ultrapassar a barreira da saudade. A velocidade, tanto faz... O que me interessa é só chegar, hoje ou amanhã: eu chego lá.
Ou melhor: nós chegamos...
De um jeito meio ingrato, eu confesso, mas chegou.
Hoje não me aguentei de saudades e fui dar um passeio pra procurar uma energia que me falta. Fui só... E confesso que apesar de estar sempre acompanhado, muitas vezes me sinto só. Chorei por dentro. Tentei matar as saudades com lembranças e uma rua escura. E por algumas vezes lembrei de uma das frases que mais gosto, de uma canção inglesa, que diz mais ou menos assim: "esse 'apagão' só nos ajuda a lebrar do quanto amamos as noites estreladas".
Pra gostar tanto dessa frase é preciso entrar dentro dela... E eu só conheço uma pessoa que faz isso tão bem quanto eu... Sinto saudades.
Fui a beira da praia e olhei pra cima. Vi no céu o que quero pra mim. Vi as estrelas que tanto gosto... Ouvi a imensidão do mar. É uma metáfora tão concreta pra mim que prefiro nem descrevê-la.
Saudades do céu e do mar do hemisfério sul. Das estrelas e dos apagões. Mas dessa vez não quero voltar no tempo, quero progredir, ultrapassar a barreira da saudade. A velocidade, tanto faz... O que me interessa é só chegar, hoje ou amanhã: eu chego lá.
Ou melhor: nós chegamos...
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