quarta-feira, 25 de março de 2009

Dia do (X)ico

O verão vem aí, com as pedras que rolarão morro abaixo e me encaixo perfeitamente nesse contexto. Eu e meus comparsas da vez!

Ó pedra! Pedra que me guiará ao topo do mundo. Me guiará à minha redenção de tudo o que há de banal, superficial e principalmente o material nessa vida. É a luz que ilumina o caminho do que eu preciso trilhar pra me achar. O caminho que como João e Maria, eu deixei migalhas de pão na vinda, mas faminto que estive os comi e me perdi.

Me perdi, mamãe. Me perdi! Mas nem precisa me buscar. Estou bem aqui onde me encontrei e me encontro. Quero ficar aqui até eu ser capaz de me guiar pela luz do sol ou da bússola do amor - ou da dor.

Fica decidido, nesse momento simplório
que o meu passado - nem tão - notório
não é meu presente.
E presente pra mim,
compro a liberdade,
e vem junto a saudade
que me ataca e a idade
jamais me atacará.

E aqui celebremos,
com Brahma, Bud ou veneno
o dia do fico.

O dia do mico.
O dia do rico.
O dia em que eu disse a você que te amo e - mesmo assim - fez bico.

Eu não sou bom o bastante. É isso que dizem.
E bom que não sou
hoje o vento levou
e levou, e levou e levou.
Soprou, sobrou, e hoje aqui estou.

Estou e estarei.
E hoje eu sei que ainda não sei
e jamais saberei.

Só sei que nada sei
e por isso talvez
eu fique aqui até saber:
o mínimo, o máximo o tudo, o ápice.
O auge. O poder. O amor e você.
O amor: é você.

Eu e você(s).

domingo, 15 de março de 2009

Vem Comigo

Vamos bater um papo sincero aqui: sonhos por sonhos, ir ou não ir embora?

É justo você ter de escolher entre a sua mãe e o seu amor? Entre o seu almoço e o seu jantar? Entre o mundo pra ti, ou tu mesmo pro mundo?

E o pior: quando faço a minha cabeça, a sua cabeça, ainda sei que não posso estar certo. Mais vale um pássaro na mão ou dois voando? Dois na mão ou um voando? Opa, espera aí! Dá cá essa espingarda que eu vou é jogar ambos os pássaros no chão, que assim quando eu quiser venho e os apanho.

Não é justo. E ninguém nunca disse que seria! Ah, mas quando eu reinar esse mundo vai existir justiça, muita justiça! Muito amor e pouco ódio. Mas isso deixa pra daqui uns séculos, que agora é hora de acabar com esse planeta mal cheiroso de hoje em dia.

Ei, você! Avisa lá no "Brasa" que eu ainda vou realizar meus sonhos. Com os pés no chão e nas nuvens ao mesmo tempo. Pés pra cima e cabeça de vento. Se precisar, eu planto bananeira, não há problema!

Meu coração briga em um cabo de guerra. E guerra é o termo exato pra se descrever o que os meus poucos neurônios estão fazendo entre si nesse momento. Vítima da minha "porra-louquice" e contradição permanente, fico a cada dia mais perto e mais distante de um futuro que um dia sonhei.

Hoje eu gosto de você, amanhã está longe demais pra eu planejar o meu amor.

Construir: é nisso que consiste a vida? Construir um império pra que quando eu for bem velhinho eu possa me orgulhar e ser reconhecido nas ruas! Um império com servos que trabalhem em prol do amor recíproco! Vassalos cantantes, amantes, pegando emprestado de Jorge Ben: deliciantes. O "Pimpass Paradise", o "Thugz Mansion" ou "Paradise City" where the grass is green and the girls are pretty.

É, acho que se eu realmente quisesse chegar à esse império, a primeira coisa que faria ia ser comprar um revólver, pra me matar e chegar lá de uma vez só. O paraíso é tanta utopia que quem o conhece já não está entre nós mais.

Eu conheci gente que construiu nessa vida. E sei como tudo é mais fácil pra quem tem mais do que precisa. Sei bem como é fácil e como foi difícil. Sei que por (muitas) vezes, foi preciso ultrapassar a linha da ética pra poder ser dono de um patrimônio maior.

A minha crença é na evolução do ser humano como espécie, e não como indivíduo. Sou um crente da utopia... Mas como diz um sábio amigo meu: utopia é aquilo que nos faz andar! E hoje ando, mesmo que me utilizando de muletas, hoje eu posso andar.

Vem comigo?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pra Eternidade

Saudades. Nem é pela distância física não, longe disso.

Nesses 10 anos de amizade, já faz um (bom) tempo que não nos falamos como antigamente, eu sei.

Eu sei que já me procurou algumas vezes e eu não estive lá. E por essas vezes só posso pedir desculpas, pois sempre que te procurei tudo o que vi foram braços abertos e um ombro mais que amigo me esperando ansioso pra ouvir e reviver um pouquinho dos nossos "velhos tempos".

É bem verdade que os velhos tempos não voltam mais. É, eu sei que não há mais telefonemas intermináveis. Não há mais fofoca e conversa fiada invadindo a madrugada. Não há nada disso mais...

Mas o que posso dizer com certeza, é de que tudo pra mim seria diferente sem você.
Você pode se mudar, ir pro Hawaii ou pra Terra do Nunca.
Você pode mudar, cortar o cabelo, engordar 30 quilos.
Você pode até parar de me chamar de "Bernardinho" um dia, ou parar de sonhar com o meu futuro por mim mesmo.

Mas pode ter certeza, sempre: pra mim, sempre será a "minha melhor amiga".

Saudades dos bons tempos que não voltam mais!

Parabéns!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Hoje Vou Dormir Com a Luz Acesa

Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.

Amanhã, quando eu entrar em casa,
vai ser bem de fininho,
que é pra não te acordar.

E nem te assustar
com a cara barbada e enrugada de quem foi esquecido
na ilha, no mato,
com a menina no ato.

E de fato
não foi
nem um pouco sensato
espalhar o boato
que cheguei pra ficar.

Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.

Passageiro das nuvens,
do meu travesseiro
no colchão de ar.

Voando rasante
em meio às montanhas.
De carro, cantante
e as melhores façanhas
vou re-realizar.

Saudoso cheguei
pela porta dos fundos...
Olhos entreabertos
e o sorriso sem graça
de quem - não - cansa de errar.

Saudoso voltei,
nem sei se é pra ficar.
De olhos abertos,
olheiras bem fundas
de quem - ainda - não cansou de voar.

Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não acordar
no meio da noite e pensar que voltei.

Hoje vou dormir com a luz acesa.
Que é pra eu não levantar
no meio da noite e começar a chorar.

domingo, 8 de março de 2009

Aguardo Resposta

Deitar pra quê, se por mais que o corpo peça a mente não quer descansar?

Cansei. Diga que sim, diga que não, mas pára com essa indecisão!
Cansei de ser perdido, quero me encontrar.

Quero me refugiar, acampar por uns 15 dias lá na cachoeira da "Ostra", pra ver se quando eu voltar tudo começa a fazer sentido. Acho, sincero, que nada nunca fez muito sentido pra mim. Quantos anos da minha vida já desperdicei fugindo e fingindo - ou às vezes sem ao menos fingir - que estou fazendo algo construtivo, quando na verdade eu só estava tirando o tempo pra me decidir...? Ainda não me decidi. E mesmo quando me decido não dura nada. Quando dura eu não consigo concretizar. Quando concretizo, logo se acaba, e me acabo em lágrimas desgostosas de amor e tristeza, de saudade e de fraqueza: muita fraqueza.

Eu quero unir forças. Quero ter a determinação que corre no sangue de todos os meus familiares, mas não no meu. Muitas vezes fui eu mesmo, que por nojo - isso mesmo, nojo - me policiei pra não deixar a doença da preocupação excessiva me atacar. E agora fico aqui, rezando e pedindo pra tomar só um pouquinho desse frasco que eu sempre rotulei como veneno. E nem fui eu quem disse que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose; mas agora eu preciso é de overdose desse veneno malígno da decisão precipitada.

Queria me encontrar hoje. Ontem. Queria ter me encontrado naquele dia que criei a minha primeira "banda", aos nove anos de idade, o "Marshmallows Suicidas" - qualquer semelhança nominal com os "Mamonas Assassinas" é 100% explicado por Freud, ou pela tia Sofia. Queria ter sabido, naquele meu primeiro batuque, que hoje eu estaria aqui, perdido em qualquer lugar desse mundo tentando ver tudo aquilo que eu já havia visto há 12 anos atrás.


Onde está a minha felicidade, mundão de Deus? Onde é que eu encontro a eternidade? Onde?
Aguardo resposta. Não vire de costas.

sábado, 7 de março de 2009

InFelizmente

Com o coração dividido tento descobrir qual lado é maior. Aventureiro ou sonhador? O do mundo inteiro ou empreendedor? Em prendedor, eu? Não quero estar em prendedor nenhum! Ou será que eu quero estar no prendedor dos sonhadores? Me prender à vontade de crescer no que eu sempre invejei a quem pôde o fazer pra viver: arte.

Com a cabeça dividida, pensando "do que é que eu vou me orgulhar mais?" E sempre foi esse o meu termômetro de decisões: o orgulho. Eu gosto de gostar de mim, me faz bem. Não é que esse texto é - só - uma reflexão mega egocentrica não, é que agente tem que colocar na balança tudo o que pesa em uma decisão importante.

Tento tirar a saudade dessa balança, mas meu coração não deixa! Tento tirar o coração do que deve ser simplesmente racional, mas nem a minha razão deixa!

Me deixa te deixar! Deixar de vez.

Eu não queria criar raízes, mas acho que antes mesmo de eu pensar nisso, já estava enraizado. A cada dia que me conheço mais um pouco, percebo que não adianta eu gritar pros quatro ventos que eu sou livre, pois não sou. Sou prisioneiro do meu coração. Sou prisioneiro do meu próprio amor - inFelizmente.

E vá, isso nem é motivo de vergonha não, se é isso que entendeste. Só estou surpreso com o quanto eu sou preso e sempre fingi não ser. Talvez hoje eu tenha acordado de vez. Talvez amanhã me dê a louca de vez... Ou quem sabe em um mês? Talvez.

Tal vez...