quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Os Sintomas do Desespero

Discussões...

Quem sempre foi sereno, sereno já não é mais.
Tranquilidade, só pros que a tem como ideal máximo.
É difícil... e se um dia eu dei a entender que sempre é fácil, errei.

É difícil sim, pra quem tem o santo fraco e a mente não quer ajudar.
Pra quem tem medo de tempestade e não sai pra enfrentar.
Pra quem ouve o som da chuva e tapa os ouvidos pra não acordar.
E principalmente, pra quem não acredita e nem quer acreditar... É bem difícil.

Bem difícil.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Desperta-te

A turma se revolta.
É um perrengue danado.
Arruma daqui, ajeita de lá: casa, emprego, comida, já falei de emprego? E roupa lavada...? Parece até piada.
É... esperamos pra que o sol amanheça e ilumine o dia de amanhã.

Mas o amanhã começa é hoje! O amanhã é mais ''agora'' do que nunca.

Acorda macacada! Bora pra rua. A califórnia é imensa e te espera ansiosa. O visual de cada manhã é indescritível, mas mesmo assim as necessidades básicas insatisfeitas batem mais fortes no peito e na mente. Será que cê sente?

Eu, nem tanto... Acho que sou meio ogro pra essas coisas. Sou blindado. Carro forte desenfrado - como já costumo dizer.
Mas ver meus parceiros sofrerem com as coisas mais básicas por aqui me ataca um desespero. Quero resolver. Pra mim, pra eles, pra você... E sei que tenho condições. Nós temos condições. Mas não adianta esperar, temos que ir, correr, fazer, rolar... Então eu repito: acorda macacada! Que a califórnia é imensa e vos espera ansiosa!

Ansiedade é vontade de adiantar o tempo. De girar o relógio de uma vez só pr'aquele dia do sol raiante. De pular a parte do avião, do ônibus e chegar direto no ponto ápice. Mas assim não teria graça, e ansiedade é utopia. Utopia é o que nos faz andar, como já me disse um sábio amigo.

Então, mais uma vez: Acorda macacada! Que a califórnia é imensa e te espera ansiosa.

Acorda, que se não a corda arrebenta. Acorda, se não do azar a chance aumenta. Levanta, vai ver o mar. Levanta, sem mal estar.

Me despeço e peço que não me aguardem.

Um abraço pra quem é de abraço, e muitos beijos pra quem merece.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Trocando o Contexto

Tento me controlar, mas não consigo.
A expectativa se torna certeza, mas certeza não é palavra que se conjuga no futuro.
A mente diz "não", e o coração diz "velho, o que é que pode dar errado?"
Tenho planos. Muitos planos. O mundo é meu. É nosso.
É claro que o que eu vou deixar pra trás é de importância imensurável, mas o que espero pela frente é mais do que importante, é decisivo.

Decisão é o que muda o curso das coisas, e indecidir é decidir por deixar rolar.
Eu decidi por deixar rolar em um outro lugar. Vou em busca de uma luz. Vou em busca da iluminação das minhas idéias quanto ao meu futuro. Você tem certeza de exatamente o que quer pro seu futuro? Se tem, te invejo muito.

Aqui tá tudo muito parado, e hoje fui perguntado se a culpa disso tudo não é minha... Será? É claro que eu poderia aumentar as minhas chances de mudar tudo por aqui, mas tá tudo muito estático mesmo. E quem sabe os ares californianos não vão me ajudar a me encontrar?

Contexto ilustra e define a moralidade das nossas atitudes. Trocar uns amassos no motel não é o mesmo que fazê-lo no cinema, mesmo que a intensidade seja a mesma. Mudar de ares é mudar de contexto, e o faço pra ver se as minhas atitudes mudam de conotação por ter um background diferente.

No mais, a ansiedade toma conta de mim. O que é que vai acontecer quando um primo e mais dois dos meus melhores amigos se tornarem meus irmãos? Irmão é coisa complicada. É amor e ódio no mesmo pacote, como se fossem M&M's, que hora você tira o vermelho, hora o amarelo.

Irmão é sempre metido a saber tudo de você.
É conselheiro, é aconselhado,
pé no chão e emoção.
Tudo junto e misturado.
Tudo como deve ser.

Espero muito dos meus novos irmãos
e das histórias que quero poder contar.
Espero com o pensamento de que com esses caras,
a maior certeza é de que o pau vai quebrar.
Afinal...

"Garot'eu vou pra Califórnia...
...viver a vida sob as ondas..."

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bons Tempos Também Merecem

Acho que a tristeza, ou as situações problemáticas ativam alguma parte do cérebro responsável pela criatividade artística. Muitos dos grandes textos, grandes quadros e principalmente as melhores canções são criadas nos momentos de tensão ou tristeza. Analise e perceba.

Fico revoltado com isso. A arte mexe com a cabeça das pessoas, e já que é pra mexer, o bom mesmo é que seja num sentido positivo né? Mas a realidade é que até Bob Marley, que pregava a vibração positiva como cura para todo o mal, criou a triste - e que posteriormente se tornou um verdadeiro hino - "Redemption Song". Já a militante "Positive Vibration" ficou famosa só entre os maiores fãs de Bob e suas idéias.

Sou um deles. Acredito que um cara que passou a vida inteira se dedicando à passar vibrações positivas às pessoas merece ser um ídolo. Eu acredito nesse ideal, e gostaria de poder contribuir com a positive vibration também, mas me vejo incapaz.

Toda vez que me sinto seguro, tranquilo e de bem com a vida, as idéias não surgem. Os textos ficam rasos, as harmonias bobas e as melodias repetitivas.

Estou de bem hoje e quero o bem pra eles e pra você também, mas como não consigo colocar isso de uma forma mais "artística" vou me ater à simplicidade da alegria. Pode até ser raso, mas que seja cristalino: Curta o que há para curtir, seja livre, viva o hoje. Viva o amanhã também, mas só amanhã. Ontem é o que te faz ser o que é hoje, mas de que adianta ser se não houver amor, felicidade? Então que a positive esteja com você mais um dia.

Conheço poucas pessoas que têm essa energia por natureza, então procuro me cercar delas. Procure você também, vá... Deixa a tristeza pra lá. Leveza, tranquilidade... tudo de bom pra nós todos, hoje e sempre.

E tenho dito!


"Shine, shine, shine: Shine on!"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tempestades de Verão num Inverno Ensolarado

Desapontado? Sim.
Nas palavras disfarço.
Exposição? Não mais.
Fiz o que me cabia.
Faço o que me cabe. Ou talvez nem faça, mas... ó...
O que eu deveria fazer? Sei lá.
Deixa pra lá? Deixo pra lá.

Vem cá. Vamo encontrá?
Ah, sei lá. Deixa pra lá.
Deixo... E deixo.
Deixo e depois me queixo.
Queixo e depois te deixo.
Te deixo e fico sem eixo.
E assim a vida continua...

Eu, Eu Mesmo e Eu

Ego cego. Cego ego.
Não sossego.
Pega? Eu pego.
E nunca nego.

E nem precisava negar. Aqui é assim.