domingo, 23 de novembro de 2008

Saudades da Escada

Quero um barco pra mim... Ou talvez uma bolha.

Quero velejar o pacífico, acompanhado e sozinho.
Quero um amor. Aquele meu primeiro amor, que mesmo parecendo uma armação, era cheio de verdade.
Todas as vezes que eu lembro d'uma certa escada, ou daquele "esquema cinema" - hehehe... - Penso: "Quanta besteira! Eu era feliz e não sabia."

E olha que eu já revivi esse depois de "velho". Era tão real quanto a primeira vez, só que com um pouco (bem pouco!) mais de maturidade. Mas o acaso - ou talvez o descaso - nos levou por caminhos diferentes.
Fui estúpido de não me abrir pr'aquele amor que me fazia tão bem.
Fui burro e metido a aventureiro. A única coisa que me policiei para não ser foi "eu mesmo".

Ela sabe disso.
Sempre soube.
E daqui uns dias posso até ouvir que ela vai se casar, ou sei lá, se mudar pra Europa.
Vou ficar triste.

Triste pois sempre haverá uma esperança em mim de que deveria ser ela... Acho que isso acontece pela admiração que tenho... Sonhei a vida inteira com quem sempre foi tão acessível à mim, e toda vez que eu acordo, o acesso está esgotado...

Agora a pouco nos falamos, bem rapidinho. Me aproveitei de uma certa situação só pra trocar meia dúzia de palavras e lembrar daquele sorriso. Acho que era abril ou maio de 2000 a primeira vez que senti esse aperto que sinto hoje... Um aperto bom, pois pessoa como ela não há de haver nesse mundo.

Saudades sinceras... mas agora é tarde, né? Ou será que não?
Isso o presente não vai me dizer, mas talvez o futuro.
Me lembro que na última vez que conversamos entre beijos e abraços nos perguntamos: "Será?"
Aí hoje, nessa crise de saudosismo que estou, resolvi dar uma de psicopata e ver umas coisas dela, e em algum lugar dizia: "tem coisas que não se esquece!"
Será que eu me incluo nisso aí?
Nem sei se merecia.
Nem sei, mas gostaria.


OBS: Ainda bem que ela não lê meus textos...

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