segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sete a Tete

São 7 cabeças, mas não é monstro,
aliás, longe disso.

É diversão e aversão: sempre.
É discussão que parte de coração e de razão: simultaneamente.
É inevitável o sorriso, como após um tropeço qualquer.

Há para todo o mundo,
pois quando não há,
ele não se chama assim.
Cada um tem seus trejeitos,
suas manias, seus afins.

Cada qual faz um tipo, estilo,
a maior parte são loucos, um ou outro mais tranquilo.
Casados, solteiros, uns de namorada.
Guerra, gargalhada. Política e futebol: piada.

Mas o mais incrível, é que às vezes nem sei falar
qual o qual que é mais legal?
Quem, alguém me faz mais bem?
Não há resposta: bato aposta!

A resolução está nos olhos:
não há razão, só emoção.
É que preciso de todos e todos de mim.
do alívio e da tensão, do começo, meio e fim.

É como se a minha família fosse meus pés
e eles fossem os joelhos.
Como pra sorte, o revés,
pro amarelo há o vermelho.
Pro verde, há o próprio verde,
reafirma o que é real.
Nesse plano ou em outro qualquer
tudo isso é como é: fenomenal.



É uma daquelas coisas impensáveis de se viver sem.
Da cerveja faz-se mar.
Do que é proibido faz-se ar.
Da vodca, fiz caipi-cerva.
Pro que um futuro próximo nos reserva.

Sete é primo e é moleque.
A certeza: que a fonte seque.
Que é pr'eu correr atrás das novas,
criar fatos, fotos, provas.

Vamos viver tudo o que há,
mas vamos juntos, em companhia.
Vamos sair, e viajar,
fazer da vida essa folia.

E quando, e se, eu me esquecer,
por doença, ou por me perder:
me ligue, me busque onde quer que seja,
me dê uns tapas, e abra a cerveja.
Me xingue, chute, encha a caneca
lembre quando eu nem era careca.

E por favor, lembre que um dia,
um dia eu disse bem assim:
felicidade existe sim,
só ter vocês até o fim.

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