É que os ditados mais simples como "quem herda não furta" ou "em briga de marido e mulher não se mete a colher" são os mais verdadeiros.
Não devia ter me metido, mas me meti.
Foi álcool, emoção, superproteção desnecessária.
Foi uma reação que veio de dentro pra fora,
eu não me controlava, e nessas horas ninguém me controla.
Estava lá: um amigo, um parceiro, um irmão.
Lidando com o que eu já conheço, inocente como eu já fui um dia.
E a inocência é tão pura, que palavras nem adiantam... Ação!
Quero pedir desculpas, mas nem sei se devo.
Afinal, agi nobremente em favor de alguém que é
como uma extensão de mim mesmo, só que num outro pé.
Mas eu é quem foi ingênuo. Ingenuidade por instabilidade,
talvez por um passado que eu vivi, e que com toda propriedade: não queria pra ti.
Ressaca moral: certeza. Mas não sou só eu não.
Muitas cabeças latejam nas lembranças de uma noite nada normal.
Eu nem lembro bem as palavras que eu usei, mas sei essencialmente qual era a mensagem:
Aceite as diferenças ou simplesmente não aceite.
Se aceitar: aja como tal, respeite, faça valer, acontecer.
Sem jogos e vaidades, como as que costumam ter.
Se não aceitar: dê meia volta e volte.
Volte a viver a normalidade de quem não tem um amor.
A simplicidade tão agradável das amizades que sabes ter.
À ela, peço desculpas.
Se em algum momento entendeu ser algo pessoal, não é.
Como eu já disse, foi só superproteção de quem conhece essa história e sabe o fim.
Mas fui ingênuo de querer evitar o que deve ser vivido,
discutir o que não deve ser discutido,
e enfim: cutucar com vara curta um ego e um coração ferido.
À ele, mil desculpas.
Eu não tinha esse direito.
Mas me senti ter o dever.
Eu que sempre prego respeito.
Me excedi, deixei correr...
Desculpas sinceras, vindas de mim,
são quase um fenômeno sobrenatural.
Mas minha arrogância tem limite,
e eu acabei de encontrá-lo.
Até quando isso tudo diz respeito à mim?
Digo, sincero, que até certo ponto.
Mas até quando eu poderia interferir?
Certeza, nisso eu passei do ponto...
Eu passei do ponto...
E dizem que os artistas não são lucidos...
ResponderExcluirLagrimas nos olhos,seu texto exprime o que a humanidade tem de mais belo: amor ao proximo,humildade para reconhecer um erro e uma alta sensibilidade para traduzir em tao belas palavras a realidade nua e crua.
Parabens Nadim!!! Mil beijos,
Lu Vieira