quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pra Nunca (O Inimigo)

Qual é o preço das palavras? - indago -
Qual é o preço da arte?
Qual é o preço de algo
que é de mim uma parte?

Tá, eu posso até explicar...

É que o mundo gira rápido,
quem apanha não esquece.
Mas quem bate aparece,
como quem nunca cresce.

Ô meu velinho, pode desistir,
que se depender da minha mente, você deve é falir!
E quando estiver só, no frio, não tiver pr'onde ir,
sincero, dou minhas palavras, pra te confortar e também te vestir.

Rancor é mesmo muito feio,
normal, eu não tenho não.
Mas é que quando você veio
roubou mais que alguns irmãos.
Tirou de uma grande promessa
a inocência do amor.
Tirou eu e toda a festa,
sonhos de um sonhador.

Cara, eu previ e falei,
de sorte, você precisa.
Cara, eu avisei,
e amigo sempre avisa.
Cara, como você é cara de pau,
papo bom, "fenomenal".
Mas essa foi boa só pro meu ego:
percebo o quanto tu és cego.

Cego de ambição, cego de ganância,
cego de coração, cego de ignorância.
Tu és cego, meu amigo, de inocência e de amor!
Mas o teu ego, inimigo, é maior que tanta dor
de dividir amigos unidos por uma causa grande e nobre.
E repito pra que o mundo ouça, o quanto você é pobre.

Pobre de alma, és uma mentira,
só vontade de ser, sem essência alguma.
Pobre de olhos, pobre de mundo,
e por isso acabaste com felicidade "uma".

Mas se queres perdão: está perdoado.
Se for redenção: foi muito pecado.
Pro meu coração: jamais um amigo.
Pr'essa minha canção: O inimigo.

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