terça-feira, 23 de setembro de 2008

O resquício da sobra

O local é Beagá, ou melhor, redondezas...
O clima era de chuva, e quem conhece a região sabe do que eu falo:
o céu estava de água como de sujeira o de São Paulo.

A turma chegava num sorriso de quem já conhece os comparsas da vez,
e olhe que "conhecer" é palavra forte pra quem sabe dessa história:
os rostos não negam o sangue, mas a verdade é que não há memória...


À mim - indagou -
família nunca faltou!
Pode ter faltado é sono e fígado
pr'essa gente que sempre abusou.

Mas pra quê falar de falta
se o assunto que está em pauta
nada mais é do que o resquício da sobra
de um cara que passou (e como passou!) esse sangue
de quem não tem limites na obra.

E o pioneiro de toda essa história,
que aliás eu nem conheci,
se remexeu pelos lados de lá,
quando o primeiro Bauer sorri.

Sorri é de muita alegria,
ou talvez muita bebedeira,
sorri que família é família,
ou até por falar tanta asneira.
E das semelhanças mais simples,
sorrio pois sei que é besteira,
caço chifre em cabeça de boi
e encontro, é claro; ora pois!

Uma dose e o gelo amolece,
e a família duma só vez cresce
a turminha afinal se conhece,
e o cara, certeza: agradece!

Um comentário:

  1. adorei, sensacional... e postei a minha versão no meu blog. as minhas impressões, descrições e emoções. eitcha bauer power!

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